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Ferrovia. Apenas 15% das obras prometidas estão no terreno

Fotografia: Artur Machado / Global Imagens
Fotografia: Artur Machado / Global Imagens

Até fevereiro de 2018 só arrancaram obras em 79 quilómetros; nesta altura, deveriam existir obras em 528 quilómetros.

Apenas 15% das obras prometidas para a ferrovia estão no terreno. Este é o estado de execução do plano de investimento em infraestruturas Ferrovia 2020, que foi apresentado em 2016 pelo ministro Pedro Marques e que prevê obras em 1193 quilómetros em linhas de caminho-de-ferro. Até fevereiro de 2018, no entanto, só arrancaram obras em 79 quilómetros; nesta altura, deveriam existir obras em 528 quilómetros.

A linha do Minho, entre Nine e Viana do Castelo, e o troço entre Alfarelos e Pampilhosa (Mealhada) são os únicos percursos que estão a ser intervencionados pela Infraestruturas de Portugal (IP), adianta esta terça-feira o jornal Público.

Por esta altura, já deveriam estar concluídos 70 quilómetros em obras, como as ligações entre Alfarelos e Pampilhosa, entre Elvas e a fronteira de Caia, entre Évora e Évora Norte e entre Caíde e Marco de Canavezes. Mas nada ficou concluído até agora, apesar dos anúncios que o Ministro Pedro Marques tem feito nos últimos meses. Estes quatro projetos representam um investimento de 165 milhões de euros.

Sucedem-se atrasos nos restantes oito projetos: por falta de planeamento da IP e rescisão do contrato de empreitada (Caíde-Marco de Canavezes); contestação da população de parte do traçado (Évora-Évora Norte); falta de visto do Tribunal de Contas (Guarda-Covilhã); falta de de assinatura da adjudicação (linha da Beira Alta). Noutras situações, o ministério do Planeamento e das Infraestruturas alega incumprimento do calendário dos estudos, projetos e avaliação de impacto ambiental.

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