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Fertagus vai mexer nos horários ainda este ano. Saiba o que pode mudar

Imagem de um comboio da Fertagus a chegar à estação do Fogueteiro.
(Carlos Costa/Global Imagens)
Imagem de um comboio da Fertagus a chegar à estação do Fogueteiro. (Carlos Costa/Global Imagens)

Ocupação dos comboios da ponte 25 de abril na hora de ponta é de 60%, em média. Empresa entra no novo passe de transportes.

A Fertagus é uma das empresas mais afetada pelo arranque dos novos passes sociais. A gestora dos comboios da ponte 25 de abril integra pela primeira vez esta solução, o que vai permitir aos utentes desta transportadora reduções de preços que podem chegar a mais de 100 euros por mês. Antecipando um aumento da procura de passageiros, a empresa detida pelo grupo Barraqueiro vai realizar várias alterações nos próximos anos. Ainda este ano, está prevista a mudança de horários.

“Estamos a trabalhar num novo horário, que se ajuste o mais possível ao que julgamos poder vir a ser o comportamento futuro da procura, com ajustes na distribuição dos comboios duplos nas horas de ponta e o reforço das ligações a Setúbal no período de almoço e antecipação da hora de ponta da tarde“, refere fonte oficial da Fertagus ao Dinheiro Vivo.

A empresa liderada por Cristina Dourado justifica a necessidade de aumentar o serviço nas horas de ponta. “Embora existam comboios/horários com níveis de ocupação elevados, essa taxa de ocupação não é constante ao longo de todos os horários, sendo que a taxa de ocupação média dos comboios no período de ponta é de 60%.”

A marca de transportes também está a fazer uma “campanha informativa para divulgar, comboio a comboio, nos períodos de ponta, tal como já se efetuou no passado, quais os comboios que têm maior ocupação e os que têm mais capacidade disponível. Considerando que no período de ponta temos comboios com intervalos de 10 minutos, os clientes poderão optar por deslocar-se em comboios com mais capacidade disponível e responder aos aumentos de procura que se venham a verificar”.

A mudança de horários é um desafio de monta para a Fertagus, considerando que a transportadora utiliza 17 das 18 automotoras elétricas UQE 3500, com quatro carruagens, do parque de material circulante.

Renovação dos comboios

Além dos novos horários, a empresa quer ampliar o espaço no interior dos comboios para poder acomodar mais passageiros, conforme referiu a administradora delegada, Cristina Dourado, em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF.

“Há duas hipóteses: melhorar o interior dos comboios – sendo de dois pisos, as pessoas tendem a concentrar-se muito nos átrios – e permitir o uso de capacidade por ocupar; também estamos a estudar com o fornecedor existir uma quinta carruagem nas nossas UQE – automotoras elétricas com quatro carruagens. À hora de ponta, é possível juntar duas unidades e fazer comboios duplos. Com uma quinta carruagem, à hora de ponta, fazer comboios com nove carruagens e, mesmo nas franjas, fazer com cinco”, referiu a gestora no programa A Vida do Dinheiro.

Só que estas intervenções dependem da autorização do Estado. A Fertagus aluga os 18 comboios à Sagesecur, uma sociedade detida na totalidade pela Parpública, a empresa que gere as participações sociais do Estado.

Leia mais: Matos Fernandes: “Não haverá nenhuma epifania, apenas uma mudança de hábitos”

“Sabemos que a Fertagus está a preparar as alterações necessárias, no âmbito da prestação do serviço de que é concessionária, para dar resposta ao esperado acréscimo de procura decorrente do novo sistema tarifário. Até ao momento, a Sagesecur não recebeu da concessionária qualquer comunicação neste âmbito”, refere fonte oficial da Parpública ao Dinheiro Vivo.

A Fertagus assinala ainda que estas hipóteses, se forem validadas, “são soluções concretizáveis num prazo de dois a três anos”.

Arrancou esta segunda-feira o programa PART, que reduz o preço dos transportes públicos nas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais. No caso da área metropolitana de Lisboa (AML), onde atua a Fertagus, passam a existir dois passes mensais: 30 euros, para cada um dos 18 municípios; e 40 euros, para viagens dentro da AML, com um só título de transporte, entre Mafra e Setúbal.

 

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