Peru

“Fidelidade e BCP são bons exemplos na relação Portugal-China”

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Wang Qunbin, CEO da Fosun Internacional, está confiante no futuro do BCP e na expansão da Fidelidade, que acaba de comprar 51% da La Positiva, no Peru.

A “Fidelidade acaba de passar de 2 milhões para 5 milhões de clientes”, enaltece Wang Qunbin, CEO da Fosun Internacional, em declarações aos jornalistas, à margem da conferência de imprensa que oficializa hoje a aquisição da maioria do capital da seguradora peruana La Positiva.

O maior acionista da Fidelidade é a Fosun International Limited (Fosun), multinacional chinesa cotada em Hong Kong desde 2007 e que detém 85% da companhia de seguros portuguesa. A Caixa Geral de Depósitos detém os restantes 15%. Em Portugal, a Fosun é ainda a maior acionista do BCP, com 27,06% e detém 49% da Luz Saúde.

Em Lima, Wang Qunbin sublinhou “o passo muito importante que é este investimento, que será o primeiro no acesso à América Latina”. A expansão é um pilar estratégico para a chinesa Fosun, acionista da Fidelidade, e “La Positiva será o primeiro o passo para entrar no Peru, Bolívia e Nicarágua”. Este negócio “torna a Fidelidade mais internacional, ou seja, não fica focada apenas em Portugal e nos países de língua portuguesa”.

“Esta aquisição permite ainda maior visibilidade à Fidelidade na América Latina e trará benefícios financeiros para a Fidelidade”. As vantagens estendem-se ao nível da “liderança e das equipas, pois esta troca de experiências e conhecimentos internacionais trará benefícios à gestão e à inovação”.

Wang Qunbin, CEO da Fosun Internacional

Wang Qunbin, CEO da Fosun Internacional

Para o CEO internacional “é importante desenvolver globalmente a estratégia de crescimento nos seguros. Para o portfólio da companhia queremos usar cada vez mais a inovação e ter melhores produtos e eficiência, além de nos focarmos na cooperação entre a Fidelidade e a La Positiva”. No Peru, para já, a prioridade é “crescer”, mas não descarta futuras aquisições. “O objetivo da Fosun passa por fornecer um milhão de famílias no mundo inteiro naqueles que são os pilares estratégicos da Fosun”, que dizem respeito à criação de riqueza, serviços de saúde, bem estar e lazer.

“A Europa é uma região muito democrática”

Sobre o facto de a Europa ter feito um acordo preliminar acerca da criação de regras para travar investimentos em ativos estratégicos europeus, sobretudo pela China, Wang Qunbin não caracterizou esta investida da Fosun na América Latina como uma resposta à União Europeia, preferindo comentar que “a Europa é região muito democrática” e que “em cada tempo há diferentes opiniões, os líderes vão mudando”.

Quanto a Portugal, “temos uma opinião muito positiva desde que a Fosun fez aí investimentos”. No caso do banco Millennium bcp, trata-se de “um investimento de longo prazo e que é estratégico. Desde o início que estamos confiantes no investimento no Bcp. A sociedade portuguesa pode ver o crescimento do Bcp!”. Na opinião do gestor chinês, “Fidelidade e o Bcp são bons exemplos desta relação de amizade entre os dois países, o ambiente social e legal é positivo em Portugal bem como a relação com governo”.

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(A jornalista viajou a convite da Fidelidade)

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