Fileira casa reforça para cinco milhões promoção externa

Depois da quebra abrupta em abril e maio, exportações do setor da fileira casa começam a recuperar.

Feiras internacionais adiadas, mas o setor do mobiliário e decoração não colocou trancas às portas: vão reforçar até cinco milhões de euros o investimento na promoção da fileira no mercado externo.

Depois de uma queda abrupta, o setor, que no ano passado gerou 2,6 mil milhões de euros de receitas com as exportações, tem vindo a recuperar. "Estamos 20% abaixo do ano anterior. Esperamos fechar o ano com perdas inferiores a 10%, mas tudo dependerá dos resultados do último trimestre", adianta Gualter Morgado, diretor executivo da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA). São mais de 7500 empresas, que empregam mais de 61 mil colaboradores e exportam para cerca de 187 países.

A pandemia precipitou o cancelamento ou adiamento das feiras internacionais de mobiliário e decoração, fazendo a fileira a mudar a casa para o digital e investir cerca de dois milhões na promoção através deste canal. "Mais de uma centena de empresas, apenas no âmbito do Projeto Conjunto de Internacionalização, já canalizaram investimentos para o digital, apostando na sua promoção através de plataformas digitais internacionais como a MOM (pertencente à Maison & Objet), a BIMobject e a Archiproducts, ou na criação de showrooms virtuais, virtual tours, imagens 360, a que se soma o investimento em Social Media e Marketing Digital - temos um grande número de empresas a investir avultadas quantias em Social Ads", adianta Gualter Morgado.

"Prolongando-se o impedimento de encontro físico, o montante destinado a estes certames continuará a ser canalizado para as plataformas digitais, podendo atingir os cinco milhões de euros", adianta Gualter Morgado.

"Estamos a realizar encontros de negócio por via digital, potenciando o matchmaking internacional", e a associação "irá contratar empresas de consultoria para determinados mercados-alvo, por forma a que identifiquem os importadores-alvo com os quais será estratégico promover encontros diretos com os produtores portugueses, potenciando, assim, novas abordagens com targets diferentes dos tradicionais."

Nem todas as 7575 empresas do setor estavam preparadas para esta viragem. "Havia empresas que estavam numa fase adiantada neste processo de transição para o digital. (...) Claro que a adaptação à nova realidade foi mais célere para estas", comenta o gestor.

"Foram dezenas as organizações que rapidamente contrataram serviços profissionais de marketing e de comunicação, apostaram em fotografias de alta qualidade, produção de vídeos, posicionaram-se nas redes sociais e nas plataformas digitais - há um movimento coletivo de grande dinamismo no seio destes setores", garante o responsável.

E os resultados estão a aparecer? "Estimamos que 90% do volume de negócios da Fileira Casa é fechado por esta via )", adianta. "Os mercados estão todos recetivos a este tipo de abordagem porque não têm alternativa, foram todos afetados pela pandemia. As novas tecnologias estão-nos a permitir atingir mais mercados, que fogem ao espetro dos tradicionais, e que nem sempre eram possíveis através da participação em feiras".

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