Finanças: Acordo com Santander permite poupar 36,8% com swaps

Finanças lembram que falha do anterior governo em renegociar contratos com o Totta "levou a agravamento de algumas centenas de milhões" nos swaps

O ministério das Finanças informou agora que a celebração do acordo com o Banco Santander Totta relativamente aos contratos swaps celebrados pelas empresas públicas "permite uma redução dos custos associados a estes swaps em 36,8%", saudando ter sido resolvida "mais uma situação herdada" do anterior governo.

Além da redução do custo do endividamento do Estado, as Finanças apontam igualmente que o acordo estabelecido entre as partes prevê também "a partilha das custas do processo e de juros de mora entre o Banco Santander Totta e as empresas de transporte, permitindo uma poupança adicional às empresas de transportes estimada em torno dos 50 milhões de euros".

O acordo entre o governo e o Santander Totta visa apenas os mais de 400 milhões em fluxos financeiros devidos pelas empresas ao banco desde 2013, depois de Maria Luís Albuquerque ter decidido rasgar os contratos. Além de se resolver estes pagamentos em atraso, as empresas públicas irão agora retomar o cumprimento dos contratos em questão.

"A não conclusão com sucesso da negociação que decorreu anteriormente com o Banco Santander Totta, quando foram encerrados uma série de outros swaps, levou a um agravamento de algumas centenas de milhões de euros das responsabilidades para as entidades públicas", acusa mesmo a tutela em comunicado.

Em relação ao acordo de financiamento celebrado entre o governo e o grupo espanhol, as Finanças explicam que o mesmo prevê "condições de taxa de juro mais favoráveis", tal como o Dinheiro Vivo avançou há pouco, "permitindo uma poupança de juros a pagar pela República de 442 milhões de euros no prazo do empréstimo".

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