Energia

Fitch mantém ‘rating’ da REN em ‘BBB’, com perspetiva estável

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A Fitch manteve hoje o 'rating' da REN em 'BBB', dentro do grau de investimento, e com perspetiva estável.

A Fitch manteve hoje o ‘rating’ da REN — Redes Energéticas Nacionais em ‘BBB’, dentro do grau de investimento, e com perspetiva estável, divulgou hoje a agência de notação financeira.

Em comunicado, a Fitch refere que o ‘rating’ (avaliação) atribuído “reflete o baixo perfil de risco” da REN “enquanto único operador no sistema de transmissão de gás e eletricidade e segundo maior distribuidor de gás em Portugal, num contexto de quadro regulatório estável”.

“O ‘rating’ também reflete uma tendência decrescente na base de ativos regulatórios devido aos limitados investimentos domésticos, à maior alavancagem e à política de dividendos mais generosa do que a das congéneres europeias”, refere a agência.

Quanto ao ‘outlook’ estável, “reflete as expectativas de estabilidade regulatória até 2021, num contexto de potencial subida das obrigações da dívida pública portuguesa a dez anos e ao melhor ambiente económico em Portugal”.

A Fitch diz não antecipar que venham a ser anunciadas pela REN alterações relevantes no âmbito do plano estratégico para o período 2018-2012, a apresentar em maio.

Ainda assim, espera que a empresa reduza o seu plano de investimentos para o período, face aos quatro anos anteriores, antevendo investimentos na ordem dos 100 milhões de euros em dois novos projetos “que o Governo deverá aprovar”: o reforço da linha de transmissão de eletricidade do Alto Alentejo e a primeira ligação do Tâmega.

Ao longo do período 2018-2021 a Fitch prevê também uma diminuição do EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da REN para os 458 milhões de euros (excluindo a contribuição da Electrogas), devido à menor base de ativos regulatórios e à “exigente atualização regulatória na eletricidade em 2018”.

Segundo a agência de notação, a não ocorrência de aumentos adicionais no custo médio da dívida poderá compensar, em parte, a descida prevista das receitas.

Depois das recentes aquisições da Portgás e da Electrogas pela REN, a Fitch não diz não incorporar no seu ‘rating’ qualquer outra operação de fusão ou aquisição, mas admite que “a companhia pode vir a ser pressionada a apresentar aos investidores opções de crescimento futuro, num contexto de diminuição estrutural da base de ativos regulatórios”.

“Na nossa opinião poderão surgir oportunidades de aquisições de pequena dimensão em Portugal (como pequenas concessões de gás) ou através da Eletrogas”, sustenta no comunicado.

A REN teve um lucro de 125,9 milhões de euros em 2017, mais 25,7% do que em 2016, impulsionado pelo resultado financeiro, que atingiu -61,2 milhões de euros (23,3%), em linha com a tendência de descida do custo médio da dívida (2,5%, versus 3,2% em 2016)”.

A dívida líquida da REN ascendeu, no final de 2017, a 2.756,2 milhões de euros, mais 11,2% face a 2016, o que justifica com a aquisição da chilena Electrogas, por 169,3 milhões de euros, e da Portgás, a empresa de distribuição de gás natural que pertencia à EDP, por 530,3 milhões de euros.

Já o EBITDA cresceu 2,4% em 2017 para 487,5 milhões de euros, segundo a empresa, beneficiando da “consolidação de três meses da Portgás (8,9 milhões de euros ao nível operacional), assim como dos resultados da Electrogas (7,2 milhões de euros)”.

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