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FlixBus pronta para os expressos. “Queremos ser líderes em Portugal”

Pablo Pastega, director-geral da FlixBus para Portugal e Espanha, fotografado na Gare do Oriente, em Lisboa.
(Orlando Almeida / Global Imagens)
Pablo Pastega, director-geral da FlixBus para Portugal e Espanha, fotografado na Gare do Oriente, em Lisboa. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Gigante alemão quer chegar a todo o país dentro de quatro a cinco anos. Preços das viagens vão variar consoante a procura.

Julho de 2017. Em pleno verão, a FlixBus começou a fazer as primeiras viagens de autocarro expresso entre Portugal e o estrangeiro. Passados mais de dois anos e com cerca de 500 mil pessoas neste mercado, a plataforma alemã prepara-se para começar as ligações entre cidades portuguesas.

Isso será possível a partir de dezembro, com a abertura do mercado de transporte rodoviário nacional. Apesar da concorrência da Rede Expressos, a FlixBus quer ser a número um em Portugal e quer chegar a todo o território nacional com preços dinâmicos.

“Queremos ser líderes em Portugal. Somos o número um em todos os mercados em que operamos”, ambiciona Pablo Pastega, diretor-geral da FlixBus para os mercados de Portugal e Espanha.

A FlixBus, um pouco como a Rede Expressos, funciona num modelo de parceria com empresas locais, que são proprietárias dos veículos, que empregam os motoristas e que ficam com mais de metade do preço por cada viagem.

No mercado lusitano, a plataforma alemã conta para já com apenas um parceiro. Só que a empresa fundada em 2013 quer crescer. “Estamos em negociações com várias empresas e esperamos ter mais parceiros em Portugal com a abertura do mercado de expressos nos próximos meses.”

Atualmente, os autocarros partem de 20 cidades portuguesas, incluindo das principais capitais de distrito. Mas a FlixBus pretende estar, a prazo, em todo o país. “Daqui a quatro ou cinco anos queremos ter uma rede completa em Portugal.”

A empresa só não sabe, para já, quais poderão ser os pontos de partida, porque isso está a ser trabalhado com uma equipa de planificação “com base nos dados de tráfego, turismo, estudantes e pontos de interesse”.

Leia mais: Autocarros: Expressos com concorrência a partir de dezembro

Há, no entanto, uma diferença em relação à concorrência portuguesa: o modelo de preços é mais próximo de uma companhia aérea do que de uma rodoviária, com o recurso a tarifas dinâmicas nas viagens domésticas e internacionais para “equilibrar a procura”.

Numa viagem entre Lisboa e Madrid, “é possível pagar dez euros por viagem num período de baixa procura ou numa promoção”. Nos períodos de maior procura, “o preço final é superior”. A FlixBus justifica esta estratégia por uma questão de rentabilidade. O reforço de autocarros nos picos de procura “apenas está previsto para momentos excecionais”.

A plataforma, ainda assim, diz que é possível “prestar um serviço de qualidade a preços razoáveis e alega que o preço médio de um autocarro expresso em Portugal é 30% acima do praticado na Alemanha”.

Para apresentar-se aos portugueses, a FlixBus prepara uma campanha de marketing para os próximos meses e vai reforçar os pontos de venda físicos.

A nova legislação para os autocarros expresso entra em vigor no dia 4 de dezembro e as empresas que quiserem realizar o serviço expresso terão de pedir autorização ao IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, que terá até 45 dias para verificar todos os requisitos. Os candidatos terão de ter alvará ou licença comunitária para o transporte de passageiros em veículos pesados, autocarros homologados para o efeito, motoristas certificados e garantir que têm autorização para usar interfaces ou terminais. As licenças serão válidas por cinco anos.

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