Flying Tiger voa para a Dott. O primeiro marketplace do mundo onde entra

Nas cerca de três dezenas de países onde a marca dinamarquesa está presente, é a primeira vez que vende online num marketplace e escolheu a portuguesa Dott para testar este canal. Para o próximo ano deve surgir no mercado com uma loja virtual própria, a Flying Tiger.pt.

As primeiras 500 referências da Flying Tiger já estão na Dott, mas não tarda o marketplace nacional vai ver duplicar o número de referências de produto da marca dinamarquesa. Dos 29 países onde a Flying Tiger está presente, Portugal é o único onde a marca está online através de um marketplace, juntando-se a 1300 empresas que já hoje vendem nesta plataforma resultante de uma joint-venture entre a Sonae e os CTT. Um "teste" para a próxima fase digital.

"Os primeiros passos da Flying Tiger no canal online foram no início do ano, na Dinamarca, após o sucesso desse arranque já houve expansão deste canal na Suécia e em Itália. Em Portugal, chegará muito em breve, à partida durante 2021, ainda assim, consideramos que estar presente num marketplace pode ser complementar", revela Paulo Borges, diretor-geral, da Tiger Portugal, que gere a Flying Tiger.

Com 38 lojas e 310 colaboradores, em Portugal, a Flying Tiger entra no digital no mês de arranque da Black Friday e, em vésperas de Natal, mas sob a égide da pandemia, que levou ao aumento de restrições em 121 concelhos. Pesou na decisão? "Tomamos decisões com base naquilo que acreditamos ser certo a nível estratégico para a nossa marca. Neste caso, a decisão foi tomada como uma necessidade urgente de ajudar o nosso cliente a poder comprar online caso queira ou necessite", diz Paulo Borges. "Relativamente às restrições acreditamos que as mesmas não são condição impeditiva para que os clientes possam comprar nas nossas lojas físicas já que garantimos um ambiente seguro".

Os clientes Dott vão ter "alguns mimos especiais" da marca, mas Black Friday é uma época que não faz sentido para a marca. "Não vamos ter campanha Black Friday, nem achamos que faça qualquer sentido existir esse tipo de movimento este ano, seja nas lojas físicas seja online", diz o gestor, que não adianta estimativas de vendas no digital. "Entramos sem expectativas! A nossa missão neste projeto é de ajudar o cliente a ter acesso ao nosso produto sem sair de casa. Faz mais sentido que nunca, já que existem limitações no número de pessoas que podem entrar nas nossas lojas e isso, em determinados momentos, pode dificultar a experiência de compra".

Recuo nas vendas

A quebra generalizada de vendas no retalho não lhes passou ao lado. "A quebra de vendas comparativamente com o ano passado é gigantesca. Não só pelo encerramento durante o estado de emergência, mas também devido a todas as limitações de afluência impostas e que limitam o normal funcionamento e consequentemente as vendas das lojas", admite Paulo Borges. "Como estimamos terminar o ano, só posso dizer que é muito difícil prever.... A realidade durante o período covid é o que chamamos de navegar à vista, temos de estar constantemente a adaptar os nossos recursos à realidade do dia-a-dia imediato", diz. "É fundamental que o governo tenha a capacidade de criar medidas de apoio às empresas não só no âmbito da relação com os senhorios, sejam em centros comerciais como na rua, mas também na adaptação das contribuições e impostos que neste momento tanto custam a pagar nesta nova realidade presente e futura", defende.

A marca Dinamarca junta-se à Dott em pleno arranque de peak season do retalho: a Black Friday. "Mantivemos a estratégia de Black Friday que temos desde o início. Alargámos o período de descontos, que vão até 70% para o mês inteiro de novembro, ou seja, em vez de um dia de descontos no Dott há um mês inteiro para comprar com tempo, sem confusões e em segurança, algo que este ano, mais do que nunca, faz todo o sentido", descreve Gaspar D"Orey, CEO do Dott. "Esperamos um último trimestre forte e acreditamos que este ano será ainda melhor, não só porque estamos no mercado há mais tempo, mas também porque a pandemia que vivemos "obrigou" os portugueses a dar o salto que faltava no ecommerce e sente-se", refere.

As restrições impostas a 70% da população, conhecidas desde sábado, fez disparar os pedidos de adesão? "Todos os dias temos novos pedidos de adesão, certamente muitos deles são dos concelhos com mais restrições, mas julgo que ainda é cedo para fazer essa análise", diz Gaspar D"Orey.

"A primeira vaga de pandemia obrigou os portugueses a descobrir o ecommerce e, na segunda, a expectativa é que voltem a preferir este canal de vendas, não só porque é mais seguro e cómodo, mas porque muitos já o experimentaram e perderam os receios que tinham", diz. "Acreditamos que as categorias que subiram a pique no período de confinamento, em março, possam voltar a subir, provavelmente muitas outras as vão acompanhar, agora de uma forma mais consistente e outras novas vão subir, devido às vendas no período de Natal, como os brinquedos."

Facilidades nas trocas

Para "salvar" o Natal para o retalho e famílias, o governo anunciou, com associações de retalhistas, a extensão do período de trocas do Natal até final de de janeiro. E os lojistas da Dott? "Temos hoje um prazo de 14 dias para trocas e devoluções após receção da encomenda e temos tido conversas com as empresas que vendem no nosso shopping nesse sentido, embora essa seja sempre uma decisão dos lojistas", adianta o CEO.

Na Flying Tiger há muito que é assim. "Fomos pioneiros nessa iniciativa, já temos essa realidade refletida nos nossos talões desde meados de outubro de forma a que os nossos clientes possam realizar trocas até final de janeiro de 2021", diz Paulo Borges.

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