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CGD em França apela à “boa-fé” da administração para pôr fim ao conflito social

(DR)
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A intersindical FO-CFTC, exige à CGD "abertura imediata de negociações" e apela à "boa fé" da administração do grupo para pôr fim ao conflito social.

A intersindical FO-CFTC que convocou a greve na sucursal francesa da Caixa Geral de Depósitos exige a “abertura imediata de negociações” e apela à “boa fé” e “real vontade” da administração do banco de pôr fim ao conflito social.

A posição dos sindicatos maioritários da sucursal de França da CGD consta de uma carta aberta aos membros do Conselho de Administração do banco, com data de 25 de abril, consultada esta sexta-feira pela Lusa.

No documento, a intersindical afirma que as reuniões entretanto realizadas “pela calada” com os sindicatos minoritários que não apelaram à greve constituíram uma “perda de tempo”, pelo que a FO-CFTC exige a “abertura imediata de negociações com a Comissão eleita pela assembleia geral de trabalhadores em greve”.

A intersindical apela ainda para “que as negociações sejam conduzidas de boa-fé e com real vontade de avançar e pôr um termo ao conflito”.

Segundo a intersindical, apesar de a greve decorrer há mais de dez dias na sucursal de França da CGD, até agora não houve “reuniões de negociação sérias”, sendo a única realizada sem que fosse convocada “a instância legítima de representação dos trabalhadores em greve”, ou seja, a comissão de negociação eleita por esses trabalhadores.

Os sindicatos maioritários contam que informaram o diretor de recursos humanos, Jorge Duro, sobre a não-validade da reunião, e que entregaram elementos jurídicos em mão indicando que, no quadro de um movimento social, “a negociação de um acordo” não entra no âmbito da negociação coletiva tradicional, “sendo que a jurisprudência admite que ‘compete aos assalariados grevistas designar os seus representantes no quadro das negociações do acordo de conclusão de conflito”.

Além disso, na reunião, embora a administração tenha admitido a intenção de manter a sucursal francesa, “não responde nem à questão da alienação desta, prevista no Plano de Reestruturação acordado pelo Governo português com Bruxelas, nem às demais questões graves que estão em cima da mesa, onde se destacam a degradação das condições de trabalho e a contínua e crescente deterioração do serviço prestado à emigração portuguesa em França”, lê-se na carta.

Na passada sexta-feira, a CGD disse à Lusa que esteve presente na sucursal francesa para se reunir com os sindicatos representativos dos trabalhadores, conforme havia sido acordado em 16 de abril.

De acordo com a CGD, estiveram presentes na reunião “a CGT e a CFDT, não tendo comparecido aqueles que aparentam estar na origem da convocação desta greve”.

Por sua vez, a intersindical FO-CFTC disse, na altura, que não foi recebida pela administração da CGD.

Em 12 de abril, foi votada uma “greve ilimitada”, um movimento apoiado pelos sindicatos Force Ouvrière (FO) e CFTC, que querem respostas sobre o futuro da CGD em França, onde há mais de 500 trabalhadores.

A intersindical teme a alienação da sucursal francesa, quer ter acesso ao plano de reestruturação do banco e denuncia “atrasos nos aumentos salariais por mérito e carreiras desde 2016”, assim como “disfuncionamentos da sucursal com impactos na saúde física e mental dos trabalhadores”.

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