Saúde

Foi considerada o Steve Jobs da saúde. Está proibida de entrar num laboratório

A CEO da Theranos, uma das startups mais promissoras do setor da saúde, foi proibida de deter ou gerir um laboratório por, pelo menos, dois anos.

Elizabeth Holmes, 32 anos, liderava a lista das self-made women da Forbes no ano passado. A empresária, que chegou a ser apelidada de “o Steve Jobs da biotecnologia”, tinha uma fortuna avaliada em 4,5 mil milhões de dólares e a sua empresa, a Theranos, que prometia análises ao sangue numa questão de horas, era uma das mais promissoras do setor da saúde.

Só passou um ano, mas a empresária deixou de estar na ribalta para bater no fundo. Depois de a Forbes ter revisto a fortuna de Holmes para zero, a CEO da Theranos foi agora proibida de deter ou gerir um laboratório por, pelo menos, dois anos.

A proibição, noticia a Reuters, foi decidida pelo regulador norte-americano Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), que revogou a licença da Theranos para operar o laboratório que tem na Califórnia, bem como a autorização da empresa para receber subsídios do Estado.

As sanções, aplicadas seis meses depois de o regulador ter enviado à Theranos uma carta onde acusava a empresa de comprometer a saúde e segurança dos pacientes, incluem ainda uma multa, não especificada.

A Theranos, por seu lado, refere que vai continuar a operar o laboratório que tem no estado do Arizona e sublinha que está a trabalhar com as autoridades para resolver

Holmes fundou a Theranos em 2003 e prometia revolucionar o setor da saúde com tecnologia que prometia fazer diagnósticos mais rapidamente, com uma tecnologia inovadora que usava apenas uma gota de sangue. A empresa começou, contudo, a receber várias queixas de que os resultados dos testes pouco precisos, o que levou à abertura de vários processos de investigação por parte dos reguladores norte-americanos.

Além destas últimas sanções, a empresa enfrenta, ainda um processo interposto em maio, em que é acusada de colocar em perigo a saúde de um paciente, devido aos “enormes fracassos” na apresentação dos resultados de análises.

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