Retalho Alimentar

França. Clientes da Carrefour vão poder fazer compras através do Google

Carrefour fecha acordo com o Google
Carrefour fecha acordo com o Google

Acordo entre o Google e o Carrefour surge meses depois da Amazon ter fechado uma parceria com a cadeia francesa de supermercados Casino

Em França, os clientes do Carrefour vão poder já a partir do próximo ano fazer compras através de vários produtos e plataformas do Google, como o Assistant (da qual faz parte a coluna Home) e o Shopping. O acordo entre a empresa detida pela Alphabet e a cadeia de distribuição francesa surge depois de em março a Amazom ter fechado uma parceria para a venda online de produtos alimentares com a cadeia de supermercados Casino.

“Este acordo é uma medida transformativa para o Carrefour se transformar no líder no ecommerce alimentar, o primeiro pilar no plano de recuperação anunciado em janeiro”, diz Marie Cheval, head of digital do Carrefour, citada pela Bloomberg. “É a primeira vez que produtos alimentares serão vendidos através de interfaces do Google na França e a primeira vez no mundo que serão vendidos frescos”, reforçou.

Os termos financeiros do negócio não foram divulgados, mas os mais de 160 mil funcionários do Google vão adoptar ferramentas do Google, como o Gmail. A tecnológica também irá dar formação na área digital a mais de mil colaboradores nos próximos seis meses para preparar a mudança. Este verão, o Carrefour planeia abrir o seu laboratório de inovação em Paris, com o retalhista a usar a Google Cloud para testar serviços de inteligência artificial.

Desde que assumiu como CEO do Carrefour no verão passado, Alexandre Bompard colocou como meta a liderança da cadeia no comércio eletrónico, de modo a reduzir a dependência das lojas físicas.

Nos Estados Unidos, o Google fechou em agosto do ano passado uma parceria com a Walmart para a venda de produtos na cadeia norte-americana no Google Express. O acordo, que representa a primeira vez que o gigante da distribuição vendeu produtos online fora do seu website, foi vista como uma união de forças para enfrentar um ‘inimigo’ comum: a Amazon, tendo surgido logo após a compra da Whole Foods pela empresa.

Em França, o acordo entre a Google e o Carrefour surge depois, de em março, a empresa de Jeff Bezos ter fechado um acordo com a cadeia de supermercados Casino Guichard Perrachon para a venda de produtos das suas lojas Monoprix no serviço Amazon Prime para a zona de Paris.

A Amazon tem vindo a apostar no retalho alimentar. Em junho do ano passado, pagou 12 mil milhões de euros pela Whole Foods, juntando lojas físicas ao seu universo digital. E no mercado europeu tem vindo a fechar acordos com outras cadeias de distribuição, assegurando a venda e entregas online.

Em Espanha, a Amazom fechou parceria com O Dia para a distribuição de produtos alimentares na zona de Madrid, através do serviço Amazon Prime, que estava previsto estender-se a outras cidades como Barcelona e Valência.

A aposta do gigante norte-americano neste segmento levou mesmo a movimentações da Mercadona no comércio online, com o lançamento de o Laboratório, com a retalhista a investir 12 milhões na construção de um armazém em Valência.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Sarah Costa/Global Imagens

Tomás Correia, Montepio e BNI Europa. O que está por detrás das buscas

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão (E), fala durante a sua audição perante a Comissão de Orçamento e Finanças, conjunta com a Comissão de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de janeiro de 2020. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Governo volta a negociar aumentos de 2020 com funcionários públicos

Greve escola função pública

Último ano da geringonça foi o de maior contestação na função pública

França. Clientes da Carrefour vão poder fazer compras através do Google