aviação

Franceses da Vinci com planos para mais 30 anos de Aeroporto de Lisboa

O Terminal 2 do aeroporto da Portela não faz parte dos planos da gestora aeroportuária ANA. Ao que o Dinheiro Vivo apurou, já estão a ser ponderados vários estudos que permitem prolongar a vida da Portela e que antecipam uma nova 'casa' para as low-cost.

A ANA – Aeroportos de Portugal, controlada pelos franceses da Vinci, está a equacionar vários cenários para prolongar a vida do Aeroporto da Portela por mais 30 anos.

Ao que o Dinheiro Vivo apurou, existem várias hipóteses em cima da mesa, tais como o encerramento de uma das duas pistas – a secundária – do aeroporto e o fecho do Terminal 2, que, neste momento, é encarado como um problema para a ANA.

Estes novos planos, suportados em estudos, acontecem numa altura em que a capacidade do aeroporto de Lisboa está perto do esgotamento – acontece aos 22 milhões de passageiros e, tudo indica, nos próximos cinco anos.

Mas a Vinci, que detém a concessão da ANA por 50 anos, não se resigna a estes números e acredita que, se tudo correr bem, a Portela poderá aguentar-se por mais 30 anos.

O Terminal 2, que atualmente serve as partidas das companhias aéreas de baixo custo no aeroporto de Lisboa, poderá ter os dias contados. O Dinheiro Vivo sabe que existem vários planos em estudo pela Vinci, a concessionária da ANA, que permitem estender a vida do aeroporto de Lisboa e que não envolvem a manutenção deste terminal.

“É um terminal incompleto e sem grande sentido, desde logo porque não recebe chegadas e serve apenas as partidas”, afirmou fonte ligada ao processo, admitindo que os planos passam pelo fecho deste terminal e passagem das lowcost – as que quiserem ir – para o Montijo.

O fecho do segundo terminal e, abertura simultânea da base do Montijo às low-cost, faz parte de um plano que prevê, também, o encerramento da pista 17-35, a pista secundária do aeroporto de Lisboa. Este passaria, assim, a operar com apenas uma pista, tal como referiram as fontes contactadas pelo Dinheiro Vivo

O objetivo do plano, que já terá exigido um parecer de  segurança por várias entidades relacionadas com a gestão aeroportuária – APPLA, TAP e NAV – é transformar a atual pista 17-35 num edifício – uma espécie de novo terminal – que possa servir os passageiros que estão em trânsito.

Não é a primeira vez que a Vinci estuda o encerramento desta pista. No ano passado, a gestora francesa chegou a equacioná-la para permitir a entrada dos aviões Airbus 350 que a TAP tinha previsto começar a receber em 2017. No entanto, este plano acabou por ser abortado pelos novos acionistas da TAP que não acreditam numa expansão da operação da companhia para o Oriente.

Os planos da gestora não ficam por aqui e, confirma fonte conhecedora do processo, está também a ser equacionada a construção ou aproveitamento de outra base para entrada e saída de jatos privados e executivos. Cascais (base de Tires) e Camarate são dois locais em estudo para esta opção depois de já ter sido rejeitada a utilização do Terminal 2 para este fim.

Esta dispersão de operações permitirá canalizar para Lisboa as grandes companhias aéreas mundiais, utilizando o aeroporto nacional como um verdadeiro hub entre a América, Europa e África.

“O objetivo da Vinci é fazer de Lisboa uma espécie de Heathrow, em Londres, um dos aeroportos mais bem geridos na Europa”, afirmou uma das fontes contactadas.

Estes planos, sabe o Dinheiro Vivo, não estão relacionados com a venda do Reduto TAP que tem na ANA, como avançámos esta segunda-feira, um dos maiores interessados.

O Dinheiro Vivo contactou fonte oficial da gestora aeroportuária nacional que não quis fazer comentários. Adiantou apenas que existem vários cenários em cima da mesa, que não existe nenhuma solução adotada, mas que a Vinci está sempre a pensar no futuro das suas infraestruturas.

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