Frasquilho: Ajuda à TAP até 2024 terá um impacto na economia "duas ou três vezes superior até 2030"

O chairman da TAP defendeu esta terça-feira numa audição parlamentar que a "opção de deixar cair a TAP teria um custo fortíssimo".

Em 2020, a TAP recebeu uma Ajuda de Estado no valor de 1.200 milhões de euros, para fazer face à quebra da procura, e consequente da receita, devido à crise provocada pela pandemia. Aquando da apresentação do plano de reestruturação, foi estimado que a empresa tivesse necessidades de financiamento de até quase quatro mil milhões de euros até 2024.

O presidente do Conselho de Administração do grupo, numa audiência parlamentar, explicou que, dos números que têm, a ajuda concedida à TAP terá um impacto económico bastante superior ao valor da ajuda.

"A Ajuda pública estimada, nesta altura, a conceder à TAP até 2024 terá um impacto positivo na economia será duas ou três vezes superior até 2030. É um impacto positivo muito forte de que se verificará em todas as vertentes, desde a atividade económica, no valor acrescentado bruto, na criação de emprego, nas exportações", disse Miguel Frasquilho, chairman da TAP.

O responsável sublinhou ainda, respondendo aos deputados, que "a opção de deixar cair a TAP teria um custo fortíssimo". "É muito do que a TAP necessita, a exemplo das concorrentes. Aquilo que a TAP necessita até 2024, e retorno que será gerado para a economia, será muito superior ao investimento que está a ser feito pelos portugueses".

Miguel Frasquilho adiantou ainda que o plano de reestruturação, enviado para Bruxelas a 10 de dezembro, "foi uma necessidade para fazer sobreviver a TAP e, no futuro, para assegurar a sua sustentabilidade, solvabilidade e rentabilidade".

Por outro lado, Frasquilho defendeu que a reestruturação não vai transformar a TAP, numa TAPzinha, ficando a companhia - tal como de manhã indicou o CEO - vai ficar com 88 aviões para voos comerciais e três para voos de carga, um número superior ao que existia em 2015, aquando da privatização.

O presidente do Conselho de Administração apontou ainda que esta frota vai permitir à transportadora manter o "modelo de conexão intercontinental", permitindo ligações entre a Europa, a América do Norte e do Sul e África. Além disso, vai permitir "manter, e até reforçar, as nossas operações em cidades como Porto e Faro".

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