Frasquilho: Cortes nos salários para os trabalhadores avançam em março

Chairman da TAP não acredita que Bruxelas não aprove plano de reestruturação da companhia aérea.

A TAP alcançou acordos de emergência com 14 estruturas sindicais que representam os trabalhadores da empresa, 12 das quais assinaram e ratificaram os mesmos, aguardando ainda que dois sindicatos - tripulantes e pilotos - sujeitem o acordo a votação dos associados. Caso os associados destes dois sindicatos não aprovem os acordos, serão sujeitos ao regime sucedâneo. Contudo, e dado que não foi possível implementar os acordos, os cortes na massa salarial dos trabalhadores da TAP só entram em vigor a partir de março. Apenas os membros da administração terão cortes já nos vencimentos de fevereiro.

"Neste mês de fevereiro, apesar de os cortes que foram negociados com as diversas forças sindicais ainda não poderem ser implementados, sê-lo-ão em março, [...] ao nível do Conselho de Administração o corte de 30% é já implementado a partir deste mês, inclusive", indicou Miguel Frasquilho, chairman da TAP, em audição parlamentar.

O gestor já tinha admitido, em resposta a questões dos deputados, que não estão previstos aumentos dos salários a partir de 2024, data prevista para a conclusão da reestruturação, embora admita que "a massa salarial pode até crescer, mas uma coisa é crescer a massa salarial, outra coisa é os salários crescerem".

"A TAP vai ter de ser uma empresa sustentável, o grupo vai ter de ser rentável e, portanto, há uma coisa que é certa, em termos de massa salarial global não vamos certamente estar em 2025 aos níveis que estávamos em 2019, isto é absolutamente fundamental e deve ser entendido", acrescentou.

Miguel Frasquilho defendeu ainda que não acredita que a Comissão Europeia não dê luz verde ao plano de reestruturação. "Não me passa pela cabeça que o plano não seja aprovado em Bruxelas", afirmou.

"Este plano é absolutamente necessário para o futuro da TAP", acrescentou.

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