aviação

Frasquilho sobre prémios: “Não devia ter acontecido a falha de comunicação”

Miguel Frasquilho, antes de uma entrevista nos estúdios TSF. Economista, gestor, professor e político português é desde julho deste ano Presidente do Conselho de Administração da TAP – Transportes Aéreos Portugueses.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Miguel Frasquilho, antes de uma entrevista nos estúdios TSF. Economista, gestor, professor e político português é desde julho deste ano Presidente do Conselho de Administração da TAP – Transportes Aéreos Portugueses. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

O chairman da TAP reconheceu em entrevista à Antena 1 que não concorda com a atribuição de prémios a alguns trabalhadores e que “o que importa é que estão garantidas as condições para que não volte a acontecer”.

A TAP pagou mais de um milhão de euros em prémios a 180 trabalhadores. Quando, no início deste mês, esta atribuição de prémios foi tornada pública, a polémica estalou. A companhia aérea, que é detida em 50% pelo Estado, teve um prejuízo de 118 milhões de euros no ano passado.

Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP, em entrevista à Antena 1, não esconde que o pagamento destes prémios não deveria ter acontecido da forma como sucedeu e que “nesta altura estão garantidas as condições para que não volte a acontecer”.

“Não devia ter acontecido a falha de comunicação que existiu. Tive oportunidade de manifestar já depois de ter acontecido que, de facto, não concordava com o que tinha sucedido. O que importa é que estão garantidas as condições para que não volte a acontecer”, sublinhou aos microfones da rádio pública. “Todos os cerca de 11 mil colaboradores que compõe o grupo TAP são fundamentais para o grupo e têm sido responsáveis pelo processo de transformação, que é um processo virtuoso”.

Miguel Frasquilho explicou ainda que está a ser preparada uma comissão de recursos humanos, que vai ter em cima da mesa a questão da atribuição de prémios e que vai ser “complementar a duas outras comissões que também foram criadas durante o ano passado: a comissão de auditoria em matérias financeiras e a comissão de estratégia que permitem aos administradores não executivos acompanhar mais de perto toda a vida da empresa”.

“Há o compromisso da Comissão Executiva de, em cada orçamento, agora destacar o montante de prémios previsto para ser atribuído no ano seguinte e a forma como esses prémios serão atribuídos”.

Em 2018, o grupo TAP registou m prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, segundo anunciou a empresa em março. Frasquilho mostrou-se, em entrevista à Antena 1, moderadamente otimista quanto à evolução dos resultados para este ano.

“Fizemos investimentos que são importantes para que estas situações anómalas e penalizadoras [atrasos e cancelamentos] quer para os clientes, quer para a companhia não se voltem a verificar. Temos a expectativa que este ano possa ser, em termos de operação e em termos de resultados, um ano melhor do que o ano passado”, disse.

Questionado se este ano a companhia já regressaria aos lucros, o chairman respondeu que “é uma expectativa positiva. Como sabe, as condições em aviação são bastante voláteis e podem mudar muito, mas a expectativa que temos nesta altura é que essa possibilidade é real”.

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