aviação

Frasquilho: TAP na China deverá acontecer “naturalmente a médio prazo”

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, e  o presidente do conselho de administração, Miguel Frasquilho. FOTOGRAFIA: Tiago Petinga/Lusa
O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, e o presidente do conselho de administração, Miguel Frasquilho. FOTOGRAFIA: Tiago Petinga/Lusa

Chairman da TAP lembra dinamismo da Ásia e assume convicção de ver a TAP a ir mais longe na Ásia

O presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, afirmou hoje ter a convicção de que a companhia de bandeira deverá voar para a China “naturalmente a médio prazo”.

“É uma convicção que é muito minha. Como sabe, no passado fui presidente da AICEP [Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal], sei bem o dinamismo que a Ásia tem, e nomeadamente que a China tem. Não disse que é uma coisa que é para amanhã, é uma coisa que eu penso que naturalmente irá acontecer a médio prazo”, disse o responsável aos jornalistas.

Miguel Frasquilho falava à margem do Shopping Tourism and Economy Summit, que decorreu hoje num hotel em Lisboa.

“Nós estamos neste momento interessados em consolidar e crescer no Atlântico, que é o nosso espaço natural: América do Norte, América do Sul, África e Europa. Complementarmente, a Ásia com certeza terá o seu tempo”, acrescentou o presidente do Conselho de Administração da companhia aérea.

Miguel Frasquilho considerou que “os números dão razão” à sua perspetiva a médio prazo, uma vez que “o número de visitantes chineses a Portugal sobe a dois dígitos ano após ano, desde há sete ou oito anos”.

“Este ano vamos certamente ultrapassar 350 mil visitantes [chineses], que é um marco nunca antes atingido. A manter-se este ritmo, estarão criadas as condições para que um dia possamos ter voos diretos para a Ásia, neste caso para a China”, completou.

Durante o seu discurso na conferência, Miguel Frasquilho fez várias referências ao continente asiático e defendeu a racionalidade económica da ida da companhia aérea portuguesa para a China.

“Não tenho grandes dúvidas que num médio prazo a TAP vai voar para a Ásia, vai voar para a China, porque faz todo o sentido, economicamente, que assim seja”, afirmou durante a sua intervenção.

Em outubro, em Macau, Miguel Frasquilho tinha descartado a abertura de voos diretos de Portugal para a China “num futuro imediato”, e indicou que a empresa estava, no momento, a apostar noutros mercados.

Na ocasião, o responsável afirmou que estavam previstos novos destinos para a América do Sul e África, e que a Ásia surgiria “num prazo mais longo, certamente”.

Atualmente é assegurada apenas uma ligação Lisboa-Pequim, com uma escala em Xi’an, em regime de ‘codeshare’ (partilha de venda de bilhetes entre companhias aéreas) pela TAP, numa operação garantida pela Beijing Capital Airlines.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Sarah Costa/Global Imagens

Tomás Correia, Montepio e BNI Europa. O que está por detrás das buscas

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão (E), fala durante a sua audição perante a Comissão de Orçamento e Finanças, conjunta com a Comissão de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de janeiro de 2020. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Governo volta a negociar aumentos de 2020 com funcionários públicos

Greve escola função pública

Último ano da geringonça foi o de maior contestação na função pública

Frasquilho: TAP na China deverá acontecer “naturalmente a médio prazo”