Automóvel

Fraude fiscal poderá afastar Carlos Ghosn da Renault

Carlos Ghosn. (Fotografia: Gian Ehrenzeller/ EPA)
Carlos Ghosn. (Fotografia: Gian Ehrenzeller/ EPA)

Mesmo detido, o gestor brasileiro mantinha-se oficialmente como presidente executivo e presidente do Conselho de Administração.

Carlos Ghosn poderá estar de saída da Renault, depois de o tribunal de Tóquio ter ontem rejeitado a libertação sob fiança do ex-presidente da Nissan por considerar que há risco de destituição de provas. De acordo com a Reuters, citada pelo Cinco Días, o Governo francês, que detém 15% da Renault, já convocou uma reunião do Conselho de Administração da marca para revelar a decisão.

Os advogados ainda podem recorrer da decisão do tribunal, mas se for confirmada por um segundo juiz Ghosn permanecerá em prisão preventiva pelo menos até 10 de março.

Ghosn está detido há quase dois meses no Japão por fraude fiscal. O executivo de 64 anos terá falsificado relatórios financeiros que não reportavam cerca de 38 milhões de euros que deveria receber ao longo de cinco anos, até 2015, acordados com a Nissan, segundo Tribunal Distrital de Tóquio. Além de Ghosn foi também detido o seu principal colaborador, Greg Kelly.

Rapidamente substituído na liderança da Nissan, o CEO da japonesa, Jiroto Saikawa, disse que Ghosn também abandonaria a Renault assim que tivesse mais detalhes da acusação. Mesmo detido, o gestor brasileiro mantinha-se oficialmente como presidente executivo e presidente do Conselho de Administração do grupo automóvel francês.

Segundo avançam a Bloomberg e a Reuters, Jean-Dominique Senard pode vir a suceder Ghosn no cargo. Já Thierry Bolloré, CEO interino da marca, é candidato a permanecer nas mesmas funções..

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