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Fundo Apollo em contactos para vender seguradora Tranquilidade

Fotografia: Global Imagens/Arquivo
Fotografia: Global Imagens/Arquivo

Apollo quer vender a Tranquilidade, que comprou há três anos ao Novo Banco, e já está em contactos com potenciais interessados, noticiou a Bloomberg

O fundo de investimento norte-americano Apollo quer vender a seguradora Tranquilidade, que comprou há três anos ao Novo Banco, e já está em contactos com potenciais interessados, noticiou a Bloomberg.

Segundo a agência de informação financeira, que cita sob anonimato duas pessoas ligadas ao processo, o negócio pode chegar a mil milhões de euros e atrair quer seguradoras quer empresas de investimento.

O fundo norte-americano já contactou com potenciais investidores e a venda poderá ser concretizada no próximo ano.

Fonte oficial da Apollo recusou comentar estas informações.

A seguradora Tranquilidade pertencia ao Grupo Espírito Santo (GES) e passou na resolução do Banco Espírito Santo (BES) para o Novo Banco – a instituição de transição resultante da resolução do BES -, tendo sido comprada pelo fundo de investimento Apollo em 2015.

O negócio terá sido fixado em torno de 215 milhões de euros, dos quais 50 milhões de euros em dinheiro e mais de 150 milhões de euros para reforçar os capitais da instituição, segundo notícias de então.

Já em 2016 a Apollo ficou com a Açoreana, seguradora do Banif antes da resolução deste, e formou o grupo Seguradoras Unidas (que junta Tranquilidade e Açoreana).

Em 2017, o grupo fez um programa de reestruturação com a saída por acordo de trabalhadores.

Atualmente, tem mais de 1.000 trabalhadores.

A Tranquilidade (incluindo a Açoreana) é a segunda maior seguradora em seguros não vida, com uma quota de mercado de cerca de 15%, segundo informação deste ano.

A seguradora tem 1,4 milhões de clientes (entre particulares e empresas) e trabalha com uma rede de distribuição de mais de 2.500 pontos de venda — 80 corretores, 2.100 agentes multimarca e 400 agentes exclusivos.

A Tranquilidade é uma das seguradoras que em agosto foi acusada de cartel pela Autoridade da Concorrência.

Além da Tranquilidade, as outras empresas em causa são Fidelidade e Multicare (ambas do grupo Fidelidade, comprado pela Fosun em 2014 à Caixa Geral de Depósitos), Lusitânia (pertencente ao Montepio) e a sucursal em Portugal da seguradora suíça Zurich.

Esta investigação da Autoridade da Concorrência iniciou-se em maio do ano passado após denúncia de empresas que participaram no cartel, ao abrigo do programa de clemência, que prevê dispensa ou redução de multas. O Público noticiou, em junho, que a investigação ao cartel partiu de uma denúncia da Tranquilidade.

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