Imobiliário Comercial

Fundo controlado pelo Deutsche Bank procura novos centros comerciais em Portugal

Forum Madeira é um dos 4 centros detidos pelo DWS Group em Portugal
Forum Madeira é um dos 4 centros detidos pelo DWS Group em Portugal

O grupo DWS quer ainda estender atuação imobiliário a residências para estudantes e arrendamento de longa duração

O grupo DWS está à procura de novos centros comerciais para juntar ao seu portefólio em Portugal, onde já detém o Forum Madeira (Funchal), o Nosso Shopping (Vila Real), o Alameda Shop & Spot (Porto) e o Alma (Coimbra), aumentando o peso dos ativos que gere no mercado nacional na ordem dos 400 milhões de euros.

O fundo de investimento imobiliário, controlado pelo Deutsche Bank, entra assim na corrida aos centros comerciais num momento quente do mercado nacional – até junho já foram realizadas transações na ordem dos 673 milhões de euros – e quer ainda estender a sua intervenção a outras áreas de negócio, como arrendamento residencial de longa duração, bem como projetos de habitação para seniores e para estudantes.

Adicionar mais ativos aos quatro centros comerciais que o grupo detém em Portugal é um objetivo. “Estamos ainda à procura de centros comerciais para serem adicionados ao nosso portefólio desde que cumpram com os critérios do nosso investimento core”, adiantou Fernando Domínguez, head of real state asset management Iberia, ao Dinheiro Vivo.

“Estamos à procura de localizações onde os ativos sejam urbanos e dominantes na sua área de influência”, clarifica Fernando Domínguez. Os potenciais alvos terão ainda de estar ancorados em marcas com “potencial de realizar gestão de ativos como extensões, remodelações ou quaisquer outros projetos que possam levar a que o ativo gere crescimento a nível do arrendamento”. Ou seja, uma expansão que não se limita às cidades de Lisboa e Porto.

O grupo não revela alvos específicos, mas em junho a CBRE apontava que estavam “atualmente em comercialização outros 10 centros comerciais“, esperando-se que “o ano de 2018 irá certamente registar o maior volume de investimento no formato de centros comerciais alguma vez observado em Portugal”.

Entrada em novas áreas de negócio

No mercado nacional, o fundo detém ainda um centro de escritórios no Parque das Nações e não esconde que reforçar portefólio neste segmento faz parte dos planos. “Estamos também à procura de edifícios para escritórios, embora aqui a nossa abordagem seja diferente, já que os nossos investidores core exigem que olhemos para localizações prime dentro das principais cidades do mercado ibérico, daí que a nossa cidade alvo em Portugal seja Lisboa”, explica Fernando Domínguez.

A estratégia neste campo poderá passar por participar logo fase de desenvolvimento do projeto. A razão é simples. “Dada a atual falta de produto que estamos à procura, estamos interessados em procurar desenvolver edifícios de escritórios desde sejamos capazes de encontrar a localização certa que possa ser considerada core em Lisboa, mas também conseguir chegar a acordo com o parceiro certo para levar a cabo esse desenvolvimento”, justifica o responsável do mercado ibérico.

O grupo DWS quer ainda estender a sua intervenção a outras áreas para lá dos centros comerciais, edifícios de escritórios ou centros logísticos (comprou em maio do ano passado uma unidade na plataforma logística da Azambuja) onde já atua, gerindo uma carteira de ativos de 400 milhões, valor que sobe para 1,7 mil milhões no mercado ibérico, onde detém 8 centros comerciais, 7 edifícios de escritórios e 5 centros de logística. Até maio, globalmente o grupo tinha 450 colaboradores e geria uma carteira de 49,7 mil milhões de euros.

“Estamos ainda à procura de [ativos] em arrendamento residencial de longa duração, residências para estudantes ou residências para seniores com um volume de investimento mínimo de 30 milhões por projeto”, revela Fernando Domínguez.

Na área de arrendamento residencial estão dispostos a entrar logo na fase de desenvolvimento dos projetos, já que “o nível de investimento [de 30 milhões] não é fácil de encontrar nem em Portugal, nem em Espanha, por isso, estamos à procura de parcerias com promotores experientes na área residencial que nos irão entregar um pacote completo de serviços como pesquisa de projetos, levar a cabo a construção e gerir o espaço e o arrendamento”. Lisboa e Porto são as cidades alvo.

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