Fundo de Resolução vai prestar contas ao custo da renegociação de empréstimos

UTAO vai fazer nas próximas semanas contas aos diferentes custos de cada versão dos empréstimos ao Fundo de Resolução

Luís Máximo dos Santos, presidente da Comissão Diretiva do Fundo de Resolução, garantiu esta quinta-feira aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças que o fundo está a ultimar a recolha de dados sobre as alterações feitas aos empréstimos do Estado e dos bancos ao Fundo de Resolução, para que sejam feitas contas ao impacto dessas mudanças.

"Foi solicitado à UTAO que procedesse aos cálculos dos efeitos financeiros desta alteração. Estamos em via de enviar todos esses elementos", apontou o presidente do FdR. A UTAO é uma unidade parlamentar que presta apoio aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças, que deverá nas próximas semanas fazer as contas aos diferentes custos de cada versão que os empréstimos ao FdR já tiveram. Esta solicitação foi apresentada pelo PCP.

Máximo dos Santos foi muito questionado por António Leitão Amaro, do PSD, sobre as implicações financeiras da renegociação dos termos dos empréstimos, não tendo porém avançado com qualquer projeção ou número, lembrando que as novas condições dos empréstimos incluem a probabilidade de revisões periódicas dos juros cobrados. Conforme o governo já referiu sobre o tema, é através desta revisão periódica de juros que se tentará neutralizar quaisquer impactos negativos da renegociações.

"As contas não são tão simples quanto isso. Estamos a fazer esses cálculos todos para enviar à UTAO mas é preciso ponderação. Há elementos de dinamismo nos juros, que não permitem contas lineares", sublinhou.

Ainda sobre o porquê da renegociação dos empréstimos, o líder do FdR apontou que o que se "pretendeu fazer foi assegurar a compatibilização de obrigações e perfil das receitas do FdR". Com a renegociação, explicou, ficou salvaguardado que o Estado e os bancos que fizeram os empréstimos serão devidamente ressarcidos, ainda que "num período mais longo" e "com uma alteração de taxas de juro que se entendeu dever fazer".

Detalhou ainda que os juros inicialmente cobrados estavam em linha com aqueles cobrados pela troika ao país, algo que entretanto já não corresponde à realidade.

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