Parcerias público-privadas

Mirova comprou parte das duas concessionárias rodoviárias da Madeira

Madeira aprova orçamento para 2014

O fundo de investimento Mirova passou a deter parte do capital social das duas concessionárias rodoviárias da Madeira.

O Governo da Madeira autorizou os acionistas privados a fazerem uma alteração de quotas nas duas concessionárias rodoviárias da região, passando o fundo de investimento francês Mirova a deter parte do capital social destas parcerias público-privadas.

“O que se passa é uma transação de quotas entre sócios, entre acionistas”, disse o vice-presidente do executivo à agência Lusa.

Pedro Calado sublinhou que “a única coisa que esses acionistas pediram foi a autorização ao Governo Regional da Madeira para fazer essa transação”.

O governante madeirense adiantou que, como o executivo “não estava interessado em reforçar a sua percentagem de capital social nas duas participadas, disse que não ia exercer o direito de preferência na aquisição dessas quotas e deu autorização para que os sócios entre si fizessem a transmissão de quotas”.

O responsável sublinhou que a posição e a quota de 20% que o Governo da Madeira detém nestas parcerias público privadas da região “mantêm-se” e “os sócios entre eles é que fizeram a transação de quotas, nada mais, o contrato não mudou”.

“O contrato de exploração com a PPP [Parceria Público Privada] Via Expresso e Via Litoral não sofreu qualquer alteração, a única alteração foi a transmissão de quotas entre sócios”, reforçou.

A Natixis Asset Management Iberia anunciou esta semana que a o fundo de investimento francês Mirova Core Infrastructure concluiu em 12 de janeiro o negócio relacionado com a aquisição de 35% da Vialitoral e 23% da Via Expresso, as duas concessionárias rodoviárias do arquipélago da Madeira.

A notícia da intenção deste negócio foi avançada em novembro de 2017, dando conta de que este envolvida cerca de 20 milhões de euros, um valor não confirmado pela Mirova Core Infrastructure.

No caso da Via Litoral, este fundo passou a deter 35%, sendo o restante capital dividido pela AFA (22,5%), Tecnovia (17,5%) e BPI (4,75%), confirmou o vice-presidente do Governo da Madeira.

Quanto à Via Expresso, é maioritariamente detida pela AFAVIAS (26%), sendo 23% da Mirova, 14% da Tâmega, 11% da Somague e 5% da Tecnovia, adiantou.

O Governo Regional da Madeira tem 20% do capital das duas concessionárias.

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