Fusão CaixaBank/Bankia permite poupanças anuais de 770 milhões

A fusão entre o CaixaBank e o Bankia, que vai dar lugar a um banco líder em Espanha, permitirá uma redução anual de custos de cerca de 770 milhões de euros, e aumentar em 28% os lucros por ação.

Esta informação é revelada no plano de fusão acordado entre as duas instituições bancárias e transmitido hoje à entidade reguladora da bolsa espanhola, a Comissão Nacional do Mercado de Valores.

Por outro lado, as duas instituições preveem que a fusão irá gerar "novas receitas anuais" de cerca de 290 milhões de euros.

Os objetivos de solvabilidade do novo banco serão fixados num rácio CET1 - de capital de máxima qualidade - entre 11% e 11,5%, sem considerar ajustamentos transitórios por parte da IRFRS9 -- a nova regulamentação contabilística - e um "amortecedor" - almofada de capital - entre 250 e 300 pontos de base acima do que é autorizado pelos regulamentos.

Apesar de estimar em 770 milhões as sinergias de custos anuais derivadas da fusão, o documento não dá pormenores sobre o número de sucursais que podem ser encerradas em Espanha ou quantas pessoas podem ser afetadas pelo ajustamento de pessoal resultante da fusão.

A fusão entre CaixaBank e Bankia vai criar uma entidade financeira com 51.536 empregados, dos quais o CaixaBank contribui com 35.589 e o Bankia com 15.947.

A rede de agências totalizará 6.727, com 4.460 balcões da rede CaixaBank e 2.267 balcões do Bankia.

Os conselhos de administração do CaixaBank e Bankia aprovaram na quinta-feira ao fim do dia a fusão entre as duas instituições para criar o maior banco em Espanha.

O gigante que emergiu da fusão será o 10.º banco na Europa com um ativo total de 664.027 milhões de euros: 445.572 milhões do CaixaBank e 218.455 milhões do Bankia, de acordo com as contas do primeiro semestre do ano de ambas as entidades.

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