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Futebol. Concorrência vai analisar contratos milionários

André André festeja o golo frente ao Estoril (Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens)

(Filipe Amorim/Global Imagens)
André André festeja o golo frente ao Estoril (Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens) (Filipe Amorim/Global Imagens)

Regulador já está a recolher informação sobre os recentes desenvolvimentos no mercado da comercialização dos direitos de TV de conteúdos desportivos

A Autoridade da Concorrência já está a analisar os contratos milionários assinados entre as operadoras de televisão e os principais clubes de futebol portugueses. No total, estes acordos envolvem cerca de 1 600 milhões de euros.

Segundo fonte oficial do regulador da concorrência detalhou à Reuters, a entidade “está a recolher informação sobre os recentes desenvolvimentos no mercado da comercialização dos direitos de transmissão televisiva de conteúdos desportivos ‘premium'”.

À mesma agência, a Concorrência lembrou ainda que interveio recentemente em sede “contraordenacional e de controlo de operações de concentração”, incluindo o chumbo, em 2014, da entrada da Portugal Telecom na Sport TV, controlada pela NOS e pela Controlinveste.

“O conjunto destas intervenções traduz, de forma sintética, aquela que tem sido a visão da Autoridade nos últimos anos em relação ao funcionamento destes mercados.”

O regulador mostra-se sobretudo preocupado com a duração dos contratos assinados – que somente no caso do Benfica está limitado a três anos, ainda que possa chegar aos dez – mas também a abrangência “excessiva” dos acordos e da exclusividade dos mesmos.

O CEO da Vodafone Portugal, Mário Vaz, fora desta corrida por conteúdos, disse recentemente estar confiante no acesso de todos os operadores aos conteúdos de futebol, caso contrário estaria em causa a liberdade competitiva. Julgou ainda que não será necessário uma intervenção do regulador da concorrência.

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