Vodafone IoT Conference

Futuro. O que vai acontecer aos nossos empregos?

Apesar de algumas previsões catastróficas quanto ao impacto que a 4.ª revolução industrial terá no número de empregos disponíveis, os especialistas têm outra visão.
Este é um debate frequente quando se aborda a internet das coisas e a automatização de tarefas. O Fórum Económico Mundial prevê que a tecnologia elimine cinco milhões de empregos até 2020, e será necessário fazer uma reformulação de competências e até da estrutura do trabalho. Por exemplo, saber programar é hoje uma grande mais-valia, mas dentro de cinco anos as máquinas poderão saber fazê-lo melhor do que qualquer humano, avisou Gerd Leonhard.

A questão é que continuaremos a precisar de trabalhadores humanos a fazer outras coisas. Precisaremos de médicos, que vão usar as máquinas para melhorarem as suas técnicas. “Precisamos de uma garantia para os trabalhadores de que não estamos a usar tecnologia para os remover, mas ferramentas para remover a rotina e dar-lhes novas funcionalidades, não substituí-los.”

É isto que também sublinha José Mendes Leal, diretor-geral da Elis. A intenção da empresa com o seu projeto IoT é aumentar a produtividade e melhorar a eficiência energética das lavandarias industriais, usando-o como um instrumento de trabalho. “Nada a ver com contratar mais ou menos pessoas, é medir os comportamentos da produção e da manutenção no ambiente industrial”, frisou o responsável. “É preciso que estes indicadores sejam do convívio quotidiano dos operacionais, que possam retirar desse convívio a síntese da operação”, explicou, à margem da conferência. “Haverá necessidade de discutir dia a dia porque é que subiu ou desceu aquele consumo, o que temos de fazer para manter o consumo”, uma questão de maior responsabilização dos colaboradores.

Já Nuno Ferreira, da ThinkDigital, explicou ao Dinheiro Vivo que estes receios relacionados com o trabalho poderão desvanecer-se com o tempo. “Esse é o maior atrito que eu vejo na introdução de IoT, seja no âmbito da saúde seja no âmbito da indústria”, afirmou, “é, precisamente, que as pessoas não sintam que isto é uma ameaça.”

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