Retalho Alimentar

Mercadona pagou 63 milhões de euros a fornecedores portugueses em 2017

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Retalhista alimentar espanhola tem quatro aberturas previstas em Portugal.

A retalhista espanhola Mercadona, que irá abrir as primeiras quatro lojas em Portugal no primeiro semestre de 2019, conforme confirmou hoje Elena Aldana, diretora de relações externas da marca, pagou 63 milhões de euros a 50 fornecedores portugueses em 2017 para os supermercados em Espanha, mais 11 milhões do que no ano anterior.

A maioria dos produtos nacionais que são adquiridos pela cadeia espanhola de distribuição pertencem à secção de frescos como a maçã, o kiwi, a pêra rocha e o peixe. Há também outros produtos de sucesso como as pintarolas e vários artigos de pastelaria onde se encontra o famoso pastel de nata e o bolo de bolacha.

“Nos supermercados Mercadona, 85% dos produtos são de origem espanhola. Em Portugal seremos portugueses e, por isso mesmo, iremos apostar nas compras a produtores locais”, explicou Elena aos jornalistas que se encontram em Valência para a apresentação dos resultados anuais da marca.


 

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Apesar de ainda não existirem datas concretas para a abertura das lojas em Matosinhos, Gondomar, Vila Nova de Gaia e Maia, Elena Aldana explicou que estas irão abrir “no primeiro semestre de 2019”. “O objetivo é começar pouco a pouco, ver a aceitação dos portugueses e os resultados e só depois pensar noutras zonas do país para a abertura de mais lojas”, esclareceu.

Até agora, já foram contratados 120 dos 150 elementos de direção média em Portugal e está a decorrer o processo de recrutamento para as 200 vagas para operacionais de loja. A equipa portuguesa que assinar contrato com a empresa fundada pelo Grupo Cárnicas Roig, terá formação em Espanha, com despesas de alimentação, alojamento e viagens pagas, de forma a aprender os valores da empresa.

Sobre os 25 milhões de euros previstos para este investimento inicial em Portugal, Elena Aldana confirmou, depois de questionada pelo Dinheiro Vivo, que já houve uma revisão no montante. “Vamos ter mais investimento mas ainda não conseguimos avançar com valores específicos. Mas vamos investir mais do que os 25 milhões projetados inicialmente”.

Sobre a concorrência portuguesa a diretora de relações externas da Mercadona sublinhou o respeito pela mesma, conforme já havia referido anteriormente. “Há grandes concorrentes a conhecerem melhor o mercado e o consumidor português. O nosso objetivo é começar a pouco e pouco. Respeitamos a concorrência”, garantiu.

Há ainda uma série de questões a serem afinadas sobre a entrada da marca espanhola no mercado português. O cabaz de produtos ainda não está definido, disse Elena ao Dinheiro Vivo. Estão a ser feitos testes no Centro de Co-inovação de Matosinhos onde está a ser criado o perfil do consumidor português de forma a perceber quais os produtos mais adequados. Também os horários de funcionamento das lojas ainda não foram estipulados. “Em Espanha encerramos aos domingos, as pessoas não compram nesse dia, querem estar com a família. Temos ainda de perceber melhor qual os hábitos dos portugueses e só depois podemos definir o horário”.

A venda na internet poderá ser também uma aposta futura não sem antes ser reestruturado o projeto online em Espanha, que está a ser liderada pela filha do presidente, Juana Roig Hererro.

A Mercadona anunciou a sua entrada em Portugal em 2016, na zona Norte do país, nesta que é a primeira internacionalização da líder no mercado retalhista espanhol. Tem atualmente 1627 lojas em Espanha e em 2016 a contava com mais de 79 mil colaboradores e uma faturação de mais 21 mil milhões de euros.

A jornalista viajou a convite da empresa

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