Encontros 560

A velhinha cortiça saltou das garrafas para o espaço

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Corticeira Amorim está atenta a novos produtos e criou um Shark Tank para apoiar fazedores na área da cortiça

Do chão de casa e dos campos de futebol, à rolha da garrafa de vinho, aos telemóveis ou até ao isolamento de naves espaciais da NASA, a velhinha cortiça está a mostrar que é cada vez mais um produto versátil e inovador, como demonstrou António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, a empresa em foco nos Encontros 560 desta semana, organizados pelo Ministério da Economia, em parceria do Dinheiro Vivo.

António Rios Amorim mostrou qual o panorama do mercado da cortiça, com Portugal ainda como principal produtor e exportador : anualmente são produzidas cerca de 340 mil toneladas de cortiça. Destas, 55% são portuguesas e a Amorim transforma 35% da produção mundial de cortiça.

António Rios Amorim quis mostrar que a empresa não deixou de procurar novos produtos: com uma produção anual de 4,4 milhões de rolhas de cortiça, este produto enfrenta agora a concorrência das rolhas de plástico e do screwcap. Mas António Rios Amorim defende a capacidade de inovação da marca com a Helix, uma rolha em cortiça e que pode ser desenroscada à mão.

“Foi lançada há uns anos e já estamos a ter marcas nos EUA com milhões de garrafas no mercado e que vão ser um sucesso por esse fator de conveniência”. Este ´é um dos exemplos de inovação da marca, que investe anualmente 7,5 milhões de euros em investigação e desenvolvimento e já tem cortiça em pavimentos à prova de água para casas, hotéis ou escritórios ou em campos de futebol de relva natural. A empresa criou ainda a Amorim Cork Ventures, “uma espécie de Shark Tank de apoio aos empreendedores e que permite que pessoas de fora do setor possam trazer ideias disruptivas, que sejam aproveitadas e que tragam valor ao setor da cortiça”.

O desafio no futuro é o nível de produção de cortiça, que António Amorim acredita poder acelerar com novas técnicas de regadio para os sobreiros: “Se continuarmos a crescer como estamos, o que não é hoje um problema, pode vir a ser e queremos estar preparados para isso”.

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