Comércio online

Amazon começa a comercializar marca de roupa própria na Europa

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Companhia de Jeff Bezos reforça presença no segmento têxtil com marca Meraki e posiciona-se como concorrente direto a cadeias como Primark ou H&M

A Amazon acabou de lançar a marca de roupa própria Meraki na Europa. Empresa de Jeff Bezos acelera a sua presença no mercado têxtil, um dos segmentos onde espera crescer mais este ano, desafiando gigantes como a Inditex, H&M ou Primark.

A moda é uma das categorias que geram mais vendas na Amazon. O ano passado a empresa lançou a sua marca Find, seguindo-se a Truth & Fable, Iris & Label (lingerie), tendo criado ainda um programa, o Prime Wardrobe, com vista à fidelização dos clientes. Aos que comprem três ou mais peças, a companhia envia uma caixa com 12 peças de roupa das marcas próprias que pode experimentar durante uma semana, com a opção de devolver as que não queira comprar sem custos adicionais. Focado nos clientes mais jovens, o Wardrobe (Guarda-Roupa) ainda não chegou ao mercado europeu.

Nos Estados Unidos, a companhia já é um dos retalhistas online de têxtil e calçado mais relevantes, representando 35% do mercado online de roupa e calçado, mas tem tido dificuldade em ganhar peso na Europa, tendo uma quota de menos de 8%, segundo noticiou o site Fashion United.

Com peças para homem e mulher, a marca Meraki tem peças que oscilam entre os 15 a 70 euros e que vão desde T-shirts, passando por jeans ou casacos.

Um reforço na venda de têxtil que poderá posicionar a empresa como o maior distribuidor de moda até ao final do ano. “Todas as marcas querem estar no maior centro comercial online do séc. XXI, como um dia quiseram estar na Macy’s e no El Corte Inglés”, comenta Laureano Turienzo, professor da escola de negócios ESIC e diretor executivo do Retail Institute em Espanha e América Latina, citado pelo El Confidencial.

Primark, H&M, Lefties (marca low cost da Inditex, dona da Zara), C&A mas também cadeias de distribuição como o Lidl (que lançou o ano passado um coleção de roupa Esmara com a modelo Heidi Klum dando força a um dos segmentos cujas vendas mais tem crescido na cadeia alemã) ou o Carrefour têm motivos para estar preocupados com esta entrada, acredita o consultor de moda Marcos Álvarez, ouvido pela publicação espanhola.

Nos Estados Unidos o impacto da Amazon no sector têxtil, onde tem uma marca de lingerie com peças a menos de 20 dólares, já se faz sentir em marcas como Calvin Klein ou Victoria’s Secret – esta última registou quebras de 2% nas vendas no primeiro trimestre – duas das marcas mais vendidas na Amazon, segundo dados da Coresight Research.

O reforço do gigante norte-americano na Europa surge num momento em que gigantes do têxtil estão a repensar as suas estratégias para o digital. A sueca H&M anunciou este ano, depois de uma quebra de 34% no último trimestre de 2017, que vai fechar 170 espaços em mercados maduros (trocando as vendas em loja pelas online) e abrindo espaços físicos (390) em países onde o comércio online não está suficientemente desenvolvido. A companhia vai ainda apostar na marca low cost, Afound, lançada no início do ano.

A C&A, por seu turno, abriu em março a sua nova loja online, com entregas em 11 países, entre os quais Portugal, elevando para 20 o número de mercados com acesso ao comércio online da marca. No período fiscal 2017-2018, as vendas online da cadeia no mercado europeu subiram 14%

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