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Amazon é a marca mais valiosa do mundo. Mais 34 mil milhões do que a Apple

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Tecnológicas dominam o TOP 10 das marcas mais valiosas da Brand Finance 2019. As 500 marcas mais valiosas do mundo foi conhecido em Davos.

A Amazon consolidou o título de marca mais valiosa do mundo em 2019. A marca de Jeff Bezos vale 187,9 mil milhões de dólares, uma valor que a posiciona a mais de 34 mil milhões de dólares da segunda mais valiosa, a Apple. Um ano antes apenas 4,5 mil milhões de dólares separavam as duas companhias, de acordo com o Brand Finance 2019.

2019 foi um bom ano para gigante tecnológico, que teve o Prime Day mais bem-sucedido até à data, com os consumidores a comprarem mais de 100 milhões de produtos, tendo ultrapassado a fasquia do 1 bilião em Wall Street pela primeira vez na sua história.

“À medida que a Amazon de forma implacável estende-se para outros sectores, o seu valor de marca está bem posicionado para crescer. Contudo, a reação pública ao divórcio mediático do seu CEO e fundador Jeff Bezos coloca riscos reputacionais, bem como uma potencial mudança na sua estrutura acionista coloca a estabilidade da empresa em risco. Se mal gerida, o processo de separação pode custar à marca mais de 10 mil milhões de dólares, com a expectativa de que a perda seja entre 5-10% do atual valor de marca da Amazon”, alerta o relatório da Brand Finance.

As marcas de retalho são as que têm sofrido o maior impacto das tecnológicas como a Amazon, à medida que o ecommerce na internet e no mobile ganham expressão. O gigante do retalho Walmart, que esteve nas posições cimeiras do ranking há 10 anos, caiu pela primeira vez o ano passado do TOP 10 das marcas mais valiosas. Embora o valor de marca tenha subido 10%, para 67,9 mil milhões de dólares, a companhia continua a debater-se com questões relacionadas com o aumento dos custos de transporte e ganhos curtos nas vendas online.

 

TOP 20 - Empresas-01

 

 

“O Walmart – e outros retalhistas – devem melhorar a sua oferta online e elevar a experiência de cliente na loja ou a marca continuará a perder para os seus concorrentes do comércio online”, alerta a Brand Finance. A marca fechou 2019 na 11ª posição do ranking, uma queda de dois lugares.

Não é só a Amazon a dominar o ranking. As tecnológicas dominam TOP 10 das marcas mais valiosas. Depois da Amazon, a Apple surge na segunda posição, seguida da Google, da Microsoft, da Samsung, AT&T, o Facebook. Oito marcas em 10 são tecnológicas. É preciso chegar ao 8ª lugar do ranking para surgir uma empresa de um outro sector: o banco chinês, ICBC.

Destaque para o desempenho da Microsoft, que sobe duas posições para o quarto lugar no ranking, com um aumento de 47% do seu valor de marca, para 119,6 mil milhões de dólares, é a mais que mais cresceu entre as do TO 10.

O Facebook manteve a 7ª posição do ranking, tendo aumento cerca de 9% o seu valor de marca, para 83,2 mil milhões de dólares. Mas foi o segundo pior desempenho ao nível das 100 mais valiosas. “Depois de uma sucessão de escândalos – incluindo o caso Cambridge Analytica, o papel que a plataforma teve na disseminação de notícias falsas e as falhas de segurança da rede – não surpreende que exista uma desconfiança significativa na marca. O Facebook deve melhorar a forma como gere a sua reputação na gestão dos dados e demonstrar que pode combater a disseminação de falsa informação se quer melhorar a sua força de marca nos próximos anos”, diz a Brand Finance.

A força das plataformas digitais

Em contrapartida, o Instagram (plataforma detida pelo Facebook) surge pela primeira no ranking das mais valiosas, na 100ª posição, com um valor de marca de 16,7 mil milhões de dólares.

TOP 20 - Empresas_Alteração do valor da marca 2018-2019

Destaque para o desempenho das plataformas de streaming. A iQiyi, a resposta chinesa ao Netflix, surge pela primeira no ranking com um valor de marca de 4,3 mil milhões de dólares, um crescimento de 326%, o maior das companhias analisadas. A plataforma regista 500 milhões de utilizadores ativos por mês, uma indicação do crescimento de conteúdos de media pelos consumidores chineses.

O Netflix também regista crescimentos, com a plataforma de streaminhg a subir de 147 para a 77ª posição do ranking das marcas mais valiosas, a marca que mais cresce fora da China, com 139 milhões de utilizadores em todo o mundo, e com um valor de marca de 21,2 mil milhões de dólares.

Marcas chinesas a conquistar o ranking

A iQiyi não é a única marca chinesa a tomar de assalto o ranking das mais valiosas. “A presença das marcas chinesas no Brand Finance Global 500 aumentou para 1307.4 mil milhões de dólares, tendo quebrado a barreira do 1 bilião pela primeira vez”, destaca a Brand Finance.

Marcas como a WeChat (usada por mil milhões de chineses) aumentou 126% o seu valor de marca, para 49,7 mil milhões de dólares, para 21ª posição no ranking. O banco ICBC subiu 35%, para 79,8 mil milhões de dólares, posicionando o banco, com mais de 400 filiais no exterior nos últimos 10 anos, entre as 8 mais valiosas. Outro banco chinês, o China Construction Bank, fecha o ranking das mais valiosas, tendo com um crescimento de 22,8%, para 69,7 mil milhões de dólares, subido uma posição.

Uma conquista de posições que não se restringe ao sector das tech ou banca. No imobiliário a Evergrande registou um crescimento de 26%, para 20,4 mil milhões de dólares; a Country Garden (+43%, para 16,6 mil milhões) e a Vanke (+54%, para 11 mil milhões) também registam crescimentos de dois dígitos. Nos seguros, a Ping Na subiu 77%, para 57,6 mil milhões, o seu valor de marca. Destaque ainda para a State Grid – na 18ª posição, uma subida de 25%, para 51,3 mil milhões de dólares; bem como para a China Telecom, que registou uma melhoria de 5%, para 55,7 mil milhões.

“As marcas chinesas estão preparadas para as guerras comerciais que se avizinham e a começar o ano com confiança, registando fortes crescimentos no valor de marca numa variedade de sectores: tecnologia, banca, seguros e imobiliário”, diz David Haigh, CEO da Brand Finance, citado no relatório.

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