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Destino dos Pavilhões do Parque decidido até março

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Regras para concessão do emblemático projeto do século XIX fechadas em breve. Tudo indica que nascerá ali um novo hotel

A história dos Pavilhões do Parque sempre foi errática. Criados ainda no século XIX pelo administrador do Hospital Termal das Caldas da Rainha para se tornarem uma estância termal de referência, nunca cumpriram o propósito para o qual nasceram. Ao longo dos anos foram de tudo um pouco: albergaram um quartel militar, uma esquadra da polícia e uma escola secundária que também foi sede de associações, mas de termal nunca tiveram nada. A maior aproximação à origem é apenas o cenário em que se inserem, ou não estejam em frente ao lago do Parque D. Carlos I, que servia de apoio às termas.

Depois do abandono e até de um alerta sobre a degradação da estrutura, os Pavilhões do Parque foram inseridos no programa Revive que vai recuperar e colocar ao serviço do turismo 30 edifícios nacionais. O caderno de encargos que vai regular a sua entrega a privados fica fechado nas próximas semanas e será publicado ainda este trimestre, adiantou o ministério da Economia ao Dinheiro Vivo.

Este será o segundo caderno de encargos do Revive a avançar e, logo depois serão publicados outros dois: Quinta do Peço de Valverde, em Évora, e Casa de Marrocos em Idanha-a-Nova. As datas, no entanto, ainda não são conhecidas. Até lá, o Convento de São Paulo, em Elvas, entregue ao grupo Vila Galé, por 40 anos, é o único já concessionado. Será um hotel e as portas devem abrir em 2018, depois de reabilitação e adaptação.

Pela dimensão e localização, os Pavilhões das Caldas devem seguir o mesmo destino. Aliás, no início de 2015, a autarquia já traçava o plano para a construção de um hotel e spa na antiga estrutura que Rodrigo Berquó criou para atrair ao país turistas britânicos. A moda das termas era já na época um fator de diferenciação e o diretor hospitalar acreditava que aqueles edifícios seriam capazes de internar os aquistas, e colocar as águas das Caldas da Rainha no mapa. Hoje a construção está em risco.

Em 2011, um relatório do gabinete de Planeamento do Centro Hospitalar Oeste Norte, que tutelava este património, adiantava mesmo que os edifícios apresentavam “gravíssimos problemas estruturais, correndo o risco de rui em vários pontos”. Propunha-se, por isso, já à data uma intervenção estrutural que garantisse estabilidade por mais 100 anos.

As regras do Programa Revive são claras: os investidores privados interessados em explorar estes edifícios – 30 ao todo – são submetidos a um concurso de concessão pelo período mínimo de 30 anos. Vence a entidade com o melhor projeto de investimento, que assegure a exploração, conservação e manutenção do edifício. Estima-se que cada um dos projetos associados a este programa exija um investimento médio de 5 milhões de euros. Mas pode ser mais, consoante o projeto e o estado da própria estrutura.

No final do ano passado, como previsto, o Executivo fechou os nomes dos 30 imóveis do Estado que serão colocados ao serviço do turismo. Neste momento, o ministério da Economia, a par da tutela da Cultura, estão a preparar os concursos que, antes do lançamento exigem “um trabalho prévio significativo” que envolve levantamentos arquitetónicos e topográficos dos imóveis, regularização cadastral, estudos patrimoniais para definição dos parâmetros de intervenção no património e avaliação dos imóveis, detalhou o gabinete de Ana Mendes Godinho.

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