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Doutor Finanças. A clínica que o vai ajudar a tratar as “dores” da carteira

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Não são médicos. Mas, vão ajudá-lo a cuidar da “saúde” do seu dinheiro. A primeira clínica de finanças pessoais em Portugal abre na terça-feira.

“Na vida de todos nós existem dois pilares: o da saúde e o financeiro”, começa por dizer Rui Bairrada, CEO da Doutor Finanças. Juntos são a essência da Doutor Finanças. “É um conceito que nasceu para ajudar as pessoas. Esse é o nosso ADN”.

No mercado desde 2014, a necessidade de maior proximidade com os portugueses fez saltar a Doutor Finanças do digital para o mundo real. Na terça-feira, é inaugurada a primeira clínica dedicada a finanças pessoais e familiares em Portugal. Para já em Lisboa e em breve no Porto, vai poder ir ao “doutor” para tratar da saúde da sua carteira.

E desengane-se se pensa que pedir ajuda a um consultor financeiro é algo destinado apenas a pessoas que têm muito dinheiro e fazem investimentos. O objetivo da empresa é ajudar as famílias portuguesas a reorganizar as suas finanças, descomplicando. Os serviços estão disponíveis em cinco frentes de atuação: crédito habitação, crédito consolidado, renegociação de créditos, seguros e formação em finanças pessoais.

Para ser consultado na Doutor Finanças só tem de levar consigo dois documentos: um mapa de responsabilidades do Banco de Portugal e o IRS. “Analisamos todo o tipo de despesas fixas e correntes que as pessoas têm, com base nesses documentos”, explica Rui Bairrada. “Depois vemos onde conseguimos intervir, utilizando o nosso poder negocial e todas as condições financeiras que temos com bancos, empresas de telecomunicações, seguradoras, etc. No final entregamos a poupança gerada e criada ao cliente que nos procurou. Toda a parte burocrática é tratada por nós”. O processo divide-se em quatro fases, todas elas fazendo o paralelismo com mundo da medicina: o check-up, o diagnóstico, a prescrição e o tratamento. E o melhor? Não tem de pagar nada.

A receber cerca de três mil pedidos de ajuda por mês, a taxa de sucesso da Doutor Finanças situa-se entre os 30% e os 40%. “Em média, a redução de encargos que nós conseguimos é de 58%”, diz.

“Somos um povo extremamente emocional. As decisões que tomamos em relação ao dinheiro não são racionais”, salienta Rui Bairrada. Este é um dos três problemas que destaca dos portugueses. A par disso, a falta de planeamento de um orçamento mensal e a “suposta” incapacidade de poupar.
Inovação

Até ao final do ano, vão ser lançadas três novas áreas. A primeira no âmbito do investimento para “ajudar as pessoas as perceberem onde podem rentabilizar as suas poupanças”. Outra aposta será o apoio a bancos em vários serviços, através de outsourcing.

Mas, a grande novidade é o Dossiê de Crédito/Scoring. A partir do próximo ano, “uma pessoa vem à clínica e vai conseguir preparar um dossiê de crédito e obter um scoring. Ou seja, vai ter um documento assinado e validado pela Doutor Finanças. Quando chega ao banco, leva já uma pré-aprovação”, conta Rui Bairrada. Este documento vai permitir ao cliente saber, a priori, se o seu montante é aprovado, se não é aprovado e por que razões, qual é o risco, entre outros aspetos.

Atualmente em fase de recrutamento, a empresa, que conta atualmente com 80 colaboradores, espera chegar aos 100 em 2019. A próxima clínica deverá abrir portas até ao final do ano, no Porto. Rui Bairrada afirma que face aos distanciamento dos bancos que “estão a desligar-se das pessoas, nós queremos estar no sítio oposto”.

Formação: Ensinar a perceber para onde vai o dinheiro

Conhecida por desmistificar os termos do mundo das finanças, a aposta da literacia é uma das áreas da Doutor Finanças. Desde que nasceu o projeto, em 2014, os colaboradores andam pelo país inteiro de bata vestida a dar formação gratuita em empresas. Também promovem formações em eventos de associações e outros núcleos de pessoas mais carenciadas. “Queremos que as pessoas sozinhas também consigam ter uma carteira mais saudável.” Rui Bairrada afirmou ao Dinheiro Vivo que esta será uma área onde vão apostar “fortemente” até ao final do ano.

Essa aposta passa por incluir os mais novos, com workshops em escolas. E porque é de pequenino que se torce o pepino, será ainda lançado um livro para crianças dos seis aos sete anos. “Criámos três personagens para ajudar os miúdos a compreenderem as finanças pessoais: a mascote do Doutor Finanças, o bichinho da poupança e o Gastão”.

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