Imobiliário

Grupo europeu cria 2320 camas para estudantes em Portugal

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Porto, Lisboa e Coimbra recebem investimento em residências premium. Há estúdios single e twin, piscinas e ginásios.

Oferta escassa e preços proibitivos. Os condicionamentos que ser estudante deslocado colocam começam a forçar uma escolha pouco digna do século XXI – ingressar ou não no Ensino Superior. Em Portugal, só existem camas para 13% dos estudantes deslocados e, nas duas cidades mais caras, os valores são ainda mais baixos: 7% em Lisboa; 11% no Porto.

Mas esta realidade pode estar a mudar. Além do Executivo ter avançado com um programa que promete duplicar o número de camas para estudantes, há privados a apostar em força neste segmento. De capitais europeus, a Temprano Capital Partners promete abrir 7000 camas para estudantes nos próximos três anos em Portugal e Espanha.

Por cá, o grupo imobiliário tem quatro projetos em marcha, que vão criar 2097 quartos para estudantes. São 2320 camas, a abrir entre setembro desde ano e de 2020 em duas residências no Porto, uma em Coimbra e uma Lisboa, que se junta a um primeiro alojamento que já está a funcionar desde janeiro do ano passado na zona do Marquês de Pombal.

“Queremos liderar o mercado da residência de estudantes na Península Ibérica”, adiantou ao Dinheiro Vivo, Victoria San Martin, responsável de marketing do grupo em Portugal, assumindo que não é um mercado qualquer, mas o das “residências de nova geração”.

O que significa isto? “Um novo conceito de residências, premium, mas não inalcançáveis”, que contemplam piscinas aquecidas, ginásios e quartos mobilados, que podem ser duplos ou individuais.

A aposta a mais curto prazo está no Porto onde se ultimam as obras que vão permitir abrir em setembro o ‘Livensa Living Porto Campus’, com capacidade para 700 estudantes. O projeto contempla a construção de duas torres habitacionais, e de uma nave central que terá áreas comuns. Os quartos podem ser arrendados por um período entre 5 e 10 meses. O período mais pequeno está desenhado a pensar nos estudantes do programa Erasmus.

O site de reservas mostra que os preços partem de 105 euros por semana, para um estúdio duplo de 18 m2 com cozinha e casa de banho privativa, até 219 euros por semana para um estúdio individual de 18 m2, com varanda, cozinha e casa de banho. As despsas de água, eletricidade, wi-fi e utilização dos espaços comuns está sempre assegurada no pacote.

A gestão deste projeto está a cargo de um grupo britânico, a CRM Students é uma operadora internacional, que opera mais de 50 residências para estudantes em diferentes países.

Na calha estão já duas novas residências em Coimbra e em Entrecampos (Lisboa) que chegam a tempo do ano lectivo 2020/2021. Há também já terreno para um novo projeto na Boavista (Porto), que ainda não tem data. O grupo Temprano Capital optou por não divulgar o valor do investimento que estes projetos envolvem.

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