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Há uma nova empresa a partilhar scooters. Esta foi a nossa experiência

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Espanhóis da Acciona chegam ao mercado português com scooters 125cc elétricas para concorrer com a eCooltra.

A eCooltra ganhou um concorrente em Portugal na partilha de scooters elétricas. Esta semana começaram os testes em Lisboa da Acciona Mobility, a empresa de mobilidade partilhada da elétrica espanhola, e que vai começar a funcionar oficialmente a Portugal dia 3 de junho. Até lá, qualquer pessoa poderá testar esta solução gratuitamente. Foi isso mesmo que o Dinheiro Vivo fez nos últimos dias pelas ruas de Lisboa.

A empresa espanhola utiliza scooters com 125 centímetros cúbicos de cilindrada, com dois modos de condução: Standard (S), ideal para circular na cidade, por causa da velocidade máxima de 50 km/h; há ainda o modo Custom, ideal para vias rápidas, com velocidade máxima de 80 km/h. Há 120 motas espalhadas pela cidade de Lisboa e que podem ser utilizadas entre as 6h e as 2h da manhã.

Antes disso, é necessário instalar a aplicação, gratuita, no telemóvel, disponível para os sistemas operativos iOS (Apple) e Android (Google). Depois da primeira etapa, segue-se o envio dos documentos, como o cartão de cidadão e a carta de condução.

A validação dos documentos é crucial para poder utilizar este serviço. Como são utilizadas scooters de 125cc – ao contrário das eCooltra, de 50cc -, é preciso cumprir uma destas três condições: ter a carta de condução B e um mínimo de 25 anos; ter o cartão B e o cartão de ciclomotor (AM); ter pelo menos 18 anos e possuir uma carta de condução para motociclos – A, A1 ou A2.

Depois de ter os documentos prontos, é preciso adicionar um cartão de crédito à conta. Os preços estão adaptados aos modos de condução e já incluem o seguro: no modo S, paga 26 cêntimos por minuto – o mesmo da eCooltra; no modo C, paga 28 cêntimos por minuto. Pode ainda deixar a scooter em pausa, pagando cinco cêntimos por minuto. Haverá ainda quatro pacotes, de 45 até 500 minutos, que vão custar entre 10,80 e 100 euros (por pacote).

Poderá deixar as scooters numa área alargada do concelho de Lisboa, tal como acontece na generalidade das empresas de partilha de veículos. Se deixar a mota fora desta zona, o tempo vai continuar a contar e terá de pagar mais. Mais abaixo, vamos partilhar a experiência de condução.

Mapa de serviço das scooters da Acciona em Lisboa.

Mapa de serviço das scooters da Acciona em Lisboa.

Expansão para Portugal

As scooters da Acciona já estão nas cidades espanholas de Madrid, Barcelona, Valência e Sevilha. Lisboa é a primeira cidade estrangeira desta empresa.

“Lisboa é uma cidade com bastante potencial para estes serviços de partilha. Tem um bom clima e muitos problemas de tráfego, que obrigam as pessoas a encontrarem alternativas para se deslocarem”, justifica Eduardo Antunes, responsável da Acciona Mobility para a cidade de Lisboa, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A empresa diz-nos também que já há uma equipa de 10 pessoas em Portugal para tomar conta das operações e também ajudar na recolha, manutenção e carregamento da bateria dos veículos, nas oficinas do Prior Velho.

A Acciona Mobility também tem trotinetes elétricas partilhadas mas, para já, esta oferta está confinada à capital de Espanha.

Experiência de condução

É a partir da aplicação que conseguimos abrir a bagageira da mota. Lá dentro, dois capacetes com viseira, toucas, toalhetes e ainda todos os documentos do veículo. Com a bagageira fechada, empurrámos a mota para que o cavalete recolhesse.

Para ativar a scooter, carregámos um segundo no botão mode e o painel iluminou-se. Como é uma mota com maior cilindrada, não é surpreendente que seja mais pesada do que as concorrentes a gasolina. Este peso extra nota-se um pouco na condução e na hora de estacionar a mota.

Mas as baterias dão muito jeito para subir as ruas mais íngremes da cidade sem fazer grande esforço. O arranque é progressivo – não fique à espera que a mota saia disparada do semáforo – mas a scooter embala facilmente.

A condução da mota também muda um pouco conforme os modos de condução: no modo S, a scooter tem menos força do que no modo C mas conseguirá utilizar a mota por mais tempo.

No final da viagem, tentámos colocar o cavalete da mota mas por causa do peso das baterias optámos por utilizar o descanso para estacionar. Depois de arrumar o capacete na bagageira, basta utilizar a aplicação para terminar a viagem.

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