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Produção do vinho Invisível esgota antes do lançamento. 60 mil garrafas

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A Ervideira volta a lançar uma nova colheita de Invisível, mantendo a tradição de a lançar no dia das mentiras

A vindima noturna, de 2017, que vai dar origem à colheita do Invisível ainda não acabou, mas “o vinho, da colheita de 2016, já é mesmo invisível”, diz Duarte Leal da Costa, diretor Executivo da Ervideira. Isto, “porque o vinho a lançar no dia 1 de abril já foi todo vendido, as 60 mil garrafas já esgotaram. O que significa que vamos ter uma rutura de stock durante sete meses”.

As vendas deste vinho, reconhecido como branco, mas que é feito a partir de uvas tintas segundo uma tecnologia de frio (ver galeria), com a assinatura do enólogo Nelson Rolo, são feitas no mercado nacional e Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha, Suíça, Brasil e China “sendo o objetivo continuar a ser visível noutros mais, nomeadamente Japão, pela facto de este vinho ser indicado para acompanhar sushi e sashimi”, adianta Duarte Leal da Costa.

” Estamos a falar de um vinho inovador no sector, que tem tido uma adesão fantástica ao longo das suas diferentes edições e nos mais diversos mercados, tanto nacional como internacionais,” acrescenta.

“A tradição do seu lançamento a 1 de abril tem a sua razão pelo simples facto de estarmos a produzir um vinho cuja casta é originalmente associada a vinhos tintos e nós apresentamo-la com “o rótulo” de vinho branco”, conclui.

Mais produção

Esta é a oitava colheita que a Ervideira lança no mercado. No início, em 2009, a produção era de 13 mil garrafas, hoje a produção alargou-se para as 60 mil garrafas, ” e para a colheita de 2017 queremos ultrapassar esse número. Para isso estamos a plantar novas vinhas, mas naturalmente que os resultados não são imediatos”, sublinha o diretor executivo da Ervideira.

E salienta, “o mesmo acontece com as condições climatéricas, não as podemos controlar, mas podemos sempre ter a visibilidade do negócio a seis meses, tal como aconteceu este ano, com uma seca muito dura, e antecipadamente avançamos com contratos de compra de uvas, para assegurar a produção”.

Faturação

A inovar e a garantir mercados, a Ervideira registou uma faturação de cerca de 1 Milhão de euros nos primeiros seis meses de 2017, “o que representa um continuo crescimento em comparação com o ano passado. Embora tenham sido vendidas menos garrafas durante este período, o crescimento da faturação foi de 5% face a 2016”.

O diretor executivo produtor vitivinícola no Alentejo, explica que os resultados “vão ao encontro do posicionamento que definimos: vendemos menos, mas faturamos mais, ao ganharmos território e reputação no segmento dos topos de gama, o que foi comprovado pelo crescente protagonismo das referências mais premium da marca, como o Conde D’Ervideira e Invisível”.

A estratégia da Ervideira assenta na promoção das categorias premium e super-premium, com referências exclusivas, como é o caso do Vinho da Água, (um vinho estagiado a 30 metros de profundidade na Amieira Marina – Grande Lago de Alqueva), ou como o Invisível, (um vinho branco elaborado a partir da casta tinta Aragonez).

Estes vinhos exclusivos permitem a consolidação de vendas no segmento dos vinhos topo de gama, com as vendas a terem um comportamento de pirâmide invertida. “O mercado de vinhos é de tal maneira competitivo que é preciso traçar uma estratégia a longo prazo, não aceder a facilitismos, cumprindo à risca quer o orçamento, quer a estratégia, sempre focado nos resultados, pois neste sector é muito fácil cair em prejuízo”, acrescenta Duarte Leal da Costa, para quem os objetivos da produtora passam por ultrapassar os dois milhões de euros de faturação, e os 10% de lucro até ao final do ano.

Exportações

Ainda no que toca às exportações, que representam 40% da faturação da Ervideira, destaca-se o forte crescimento do mercado belga, que importou no primeiro semestre foi o mercado mais importante. O continente asiático tem sido outro enfoque estratégico da marca, onde, durante o primeiro semestre, assinou diversos contratos de relevo que garantem a boa execução do segundo semestre, transmitindo segurança e confiança à empresa.

No mercado interno, os principais canais de venda são as garrafeiras e restaurantes de primeira linha, sendo a moderna distribuição pouco relevante na faturação. Além das três Wine Shops que representaram um total de 40% da faturação do mercado interno, quase 20% da faturação da empresa e nas quais se tem verificado também uma maior seletividade por parte dos clientes.

E continuam a apostar na diferença. “Lançámos agora na Amieira Marina mais dez mil garrafas sendo que parte destas são de espumante, que irão fazer a segunda fermentação em garrafa. Também, por esta vindima que se aproxima ser a vigésima vindima da nova geração de produtores, iremos produzir algumas novidades – a primeira será o Ervideira Bio-Nature, um vinho produzido a partir de agricultura Biológica e que prometemos ser de nível premium” a segunda novidade não quis revelar.

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