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Kyaia reforça aposta no negócio online

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Depois da Overcube, a dona da Fly London prepara-se para lançar um projeto digital B2B para agilizar o processo de venda aos lojistas.

O negócio do retalho está em profunda transformação e a Kyaia, o maior grupo português de calçado, está apostada em contornar a situação reforçando os seus investimentos no e-commerce. A Overcube, a plataforma de comércio online do grupo, chega, ate ao final do ano, a novas geografias, com a abertura aos consumidores da Austrália e da Nova Zelândia, mas, por cá, o investimento não pára e o mercado francês vai passar a ter um site e um serviço de apoio ao cliente na sua língua materna. E em breve haverá novidade ao nível do negócio business to business.

“Estamos a fazer investimentos fortes nos novos canais de comercialização porque acreditamos que é por aí que se vai jogar o futuro próximo. Temos de reinventar esta forma de vender o produto, o negócio tem que ser reinventado”, diz Amílcar Monteiro, sócio-gerente da Kyaia, que detém as marcas Fly London, Softinos e ASPORTUGUESAS. O empresário, que falou ao Dinheiro Vivo na Micam, a feira do calçado que decorre, até quarta-feira, em Milão, recusa entrar em grandes pormenores, embora admita que a intenção é ionvestir no online, mas no segmento business to business, de modo a “reduzir custos e agilizar” o processo de compra.

“A indústria continua a trabalhar da mesma forma que há 20, 30 ou 40 anos e este caminho está esgotado. Independentemente de qual vai ser o caminho, este tem que ser invertido”, defende Amílcar Monteiro, que explica: “A coleção que aqui estamos a mostrar começou a ser trabalhada em setembro e foi apresentada à equipa no final de novembro. Fizemos, então, mais de 20 mil pares de amostras que mandamos para os vários mercados, em janeiro, para as equipas de vendas poderem trabalhar. As vendas estarão terminadas no início de abril, para serem entregues em setembro”.

A aposta da Kyaia passa por “agilizar” todo este processo, criando um “canal direto”, online, com os seus clientes de retalho. O objetivo é que “no espaço de uma semana” todos os clientes tenham o produto final. “O digital tem, aqui, um papel essencial. É evidente que não vamos deixar de fazer as feiras todas, mas é um complemento. Ninguém se pode dar ao luxo de não vender online”, defende.A Kyaia, tal como a generalidade do sector – as exportações portuguesas de calçado caíram 2,65% para 1.904 milhões de euros -, teve em 2018 um ano “muito difícil” e 2019 não se perspetiva que seja muito melhor. “Este ano também vai ser difícil, que ninguém tenha dúvidas disso. Há uma série de factores que teremos que trabalhar. É preciso correr mais e irmo-nos ajustando a esta nova realidade e, claro, temos de investir no produto. Porque, on ou offline, o produto tem que ter a qualidade e o conforto necessário, ou não se vende”, frisa Amílcar Monteiro. No caso da Fly London, a coleção tem sido “rejuvenescida” e está “fortíssima”, o que ajuda, garante.

ASPORTUGUESAS, o projeto mais recente da Kyaia e que dá resposta à faixa de consumidores que cada vez mais se preocupa com a sustentabilidade dos produtos e das empresas, é um exemplo desta preocupação na inovação e na diferenciação. “ASPORTUGUESAS estão a ter uma aceitação fenomenal. Além de proporcionarem um conforto extraordinário, são um produto atrativo e moderno, que junta a cortiça, a borracha natural e a lã, e que está a ser comercializado, com grande sucesso, quer nas lojas de moda quer nas de calçado de conforto”, explica. Aos chinelos de dedo, a marca juntou, o ano passado, uma coleção de sapatos de inverno que estão a fazer um grande sucesso nos mercados do Norte da Europa, bem como nos Estados Unidos. “Este ano, [as vendas] da marca vão explodir, não tenho dúvida nenhuma”, diz o empresário, que admite “mais do que duplicar as vendas”. Sobre que valor, Amílcar Monteiro não especifica.

*A jornalista viajou a convite da APICCAPS

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