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Lareiras de Monção conquistam “óscar” do design

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Empreendedor de Monção tem trabalho em mais de 50 mercados e reconhecimento através do “óscar” do design

Pensadas, desenhadas e produzidas em Monção as lareiras de luxo a bioetanol, um combustível não poluente, da GlammFire, encantaram o júri do A´Design Award, em Itália, um dos prémios de design de maior prestígio mundial, são reconhecidas em mais de 50 mercados, exportando quase tudo o que a empresa produz, começa a dar os primeiros passos em Portugal, com um showroom permanente em Cascais.

Marcelo Alves Inácio, o fundador da GlammFire explica a razão de um produto nacional ser mais conhecido no estrangeiro do que em Portugal. “As lareiras a bioetanol já eram conhecidas em diversos países, e pouco utilizadas em Portugal. Aliás, foi numa feira na Alemanha que o produto me chamou a atenção, e inicialmente a ideia era importar para depois exportar”.

Uma ideia que não se concretizou. O empresário decide apostar tudo na produção “destas lareiras, que são obras de arte, peças decorativas, pensadas e produzidas quase à medida do cliente”, a partir da fábrica em Monção. O projeto arrancou em setembro de 2008, “mesmo quando rebentou a crise, que poderia ter ditado o fim de tudo”, acrescenta.

“Entre 2008 e 2014 foi um período muito complicado, além da crise, Portugal era mal visto internacionalmente, o que dificultava os negócios. Além disso, o apoio de um milhão e 800 mil euros, aprovado para o projeto demorou cinco anos a chegar. A empresa só conseguiu ter lucros a partir de 2014, e o crescimento registado tem sido de 20 a 25% ao ano”, adianta Marcelo Alves Inácio. Em 2016 a empresa registou um lucro de um milhão e meio de lucros, 2017 deverá fechar com mais de dois milhões, “e em 2020 queremos chegar ao patamar os cinco milhões de euros”.

Lareiras de luxo

As lareiras GlammFire estão presentes em algumas das mais exclusivas habitações do mundo, nos melhores hotéis, mas também em eventos como o World Economic Forum Anual Meeting, em Genebra, ou em alguns dos desfiles da semana da moda, em Paris.(Ver galeria)

Os únicos entraves, de acordo com o empresário, “são os custos elevados em alguns países, como os EUA, que exigem uma série de certificados para determinados produtos, como este. Era nesta área que o Governo português poderia apoiar. As empresas sabem o que fazem, sabem o que querem, por vezes falta o investimento inicial para poderem chegar mais longe”.

Em Portugal ainda não são muitas as GlammFire a aquecer os espaços, “primeiro porque o sistema é pouco conhecido, e também porque para ter um equipamento destes é necessário investir. Uma lareira pode custar entre cinco a 20 mil euros, ou mais, não é algo que se venda online, é um produto de valor acrescentado feito por medida e encomenda”, refere Marcelo Alves Inácio.

E para que o país não fique fora do cenário das lareiras de bioetanol, a empresa abriu um espaço de exposição do produto em Cascais, aberto durante todo o ano. “E, a adesão tem sido muito interessante. Primeiro por parte dos estrangeiros que residem no nosso país e agora também pelos portugueses”.

Monção

A GlammFire nasce em Monção, porque é a terra natal dos pais de Marcelo Alves Inácio. Apesar de ter vivido anos em França, onde começou a trabalhar na área das lareiras, Portugal “e Monção eram o meu destino”. Criou uma primeira empresa, a Recuperadores Pachinha, que se tornou líder na comercialização de recuperadores de calor no país. É também o fundador da Foggo e da GlammFire, que é considerada uma das cinco empresas líderes mundiais no nicho de mercado das lareiras de luxo.

Trabalhar em Monção tem apenas uma dificuldade para este empresário, “os recursos humanos. Os jovens vão estudar para as grandes cidades e acabam por não regressar à terra. Mas, é um problema que tem vindo a ser resolvido, porque com a GlammFire a ganhar nome no mercado os jovens começam a apostar no nosso projeto, e eu, faço a minha parte, dando as melhores condições para que não fujam para o estrangeiro”.

Atualmente a empresa conta com 36 colaboradores e está a abrir vagas para mais quatro novos trabalhadores.

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