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Lionesa investe 100 milhões para duplicar capacidade até 2025

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Centro Empresarial onde se instalou a Farfetch apresenta hoje projeto ambicioso e quer divulgar-se no estrangeiro para atrair empresas para o Norte.

O Centro Empresarial da Lionesa, em Matosinhos, apresenta hoje o projeto de ampliação que vai duplicar a área bruta locável para 104 mil metros quadrados até 2025. Os 100 milhões de euros de investimento financiado por capitais próprios serão concretizados faseadamente, começando pela construção de um hotel com 80 quartos, residências empresariais e universitárias e da zona desportiva junto ao rio Leça.

Com mais de 100 empresas atualmente instaladas onde outrora funcionou a fábrica de tecidos de seda, o Centro Empresarial está 98% ocupado e é local de trabalho de quatro mil pessoas. Com a ampliação, a administração acredita que 10 mil pessoas poderão passar pelo local diariamente. A mobilidade é, por isso, também preocupação do arquiteto António Leitão Barbosa, que concebeu um silo-auto para os automóveis do futuro e um sistema de vai-vem parecido com os teleféricos de ski e que transportará os trabalhadores e utentes dentro do Centro Empresarial.

“As obras arrancam no final deste ano ou no início de 2018”, referiu o administrador Pedro Pinto, ao Dinheiro Vivo. “Não queremos fazer isto só por fazer. Já temos clientes à espera de espaços e ainda vamos promover-nos em Lisboa, no WebSummit, em Madrid, Londres e Nova Iorque porque temos condições para fixar aqui empresas de todos os tamanhos. Primeiro fechamos com o cliente e depois executamos a obra à medida”, resumiu.

Foi assim com a Farfetch, uma das mais recentes inquilinas de 10 mil metros quadrados, num total dos atuais 43 mil metros quadrados do centro empresarial. “Temos dois clientes à espera de espaços, um de 5 mil metros quadrados e outro de 15 mil metros quadrados. Já vão para a área nova. Vamos trabalhar o conceito que precisam e daqui a oito ou nove meses entregamos o escritório pronto de acordo com o que querem”, explicou Pedro Pinto.

Em relação ao hotel, ainda está por definir quem arrecadará a exploração e qual será o conceito, sendo certo apenas que “tem de encaixar no conceito de partilha, mais humano e mais virado para as pessoas”, sendo menos importante “se pertence à cadeia X ou Y e quantas estrelas tem”. Pelas contas da administração, só as empresas instaladas na Lionesa “compram mais de duas mil noites por ano na hotelaria”, podendo o futuro hotel beneficiar ainda das reservas das grandes empresas ali perto – a Efacec, a Unicer, a CIN, a Sonae e a Nestlé, por exemplo.

Os terrenos para a expansão pertencem já ao Centro Empresarial e são contíguos ao Mosteiro de Leça do Balio, o que, segundo o arquiteto do projeto, implicou uma preocupação acrescida de conjugação de modernidade com História e construção de rés-do-chão com um bloco de futuras torres centrais com jardins suspensos, entre as quais a mais elevada terá 25 andares. “Será o maior edifício do Norte de Portugal”, arrisca Pedro Pinto. Será ali que se desenvolverão os serviços para a população do Centro Empresarial, como um banco, uma creche e uma agência de viagens, entre outros.

Quanto ao impacto visual e paisagístico, que promete dividir opiniões, o arquiteto António Leitão Barbosa justifica que “será como um farol na região”, destacando a Lionesa entre o rio Leça e o muro da Unicer, à semelhança do que “foi no passado a torre do mosteiro em comparação com as construções à volta”.

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