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Auchan diz adeus ao elefante e voa para nova marca

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Marcas Jumbo e Pão de Açúcar vão desaparecer e dão lugar à Auchan. Cadeia arranca esta quinta-feira com campanha na qual investiu 1,5 milhões.

É uma metamorfose de marcas. O elefante do Jumbo começou a dar lugar ao pássaro da Auchan, a marca que a partir desta quinta-feira une todas as insígnias da cadeia francesa no mercado nacional. O fim da marca surge no mesmo ano em que assinala 50 anos da abertura do hipermercado que introduziu o código de barras em Portugal.

Um fim anunciado há pouco mais de um ano. “Nunca foi obrigatório ser Auchan”, garante Pedro Cid, CEO da Auchan Retail Portugal, num encontro com jornalistas. Em 2017 o grupo de retalho alimentar francês anunciou que iria avançar com um processo de unificação das marcas nos 12 territórios onde estava presente, mas cabia a cada mercado decidir sobre qual a marca sob a qual iriam operar.

Em Portugal a opção acabou por recair na marca Auchan, insígnia que já dava nome às lojas de proximidade, My Auchan, a mais recente aposta do grupo em Portugal, já com 30 espaços na Grande Lisboa. O adeus às marcas Jumbo (para hipermercados) e Pão de Açúcar (supermercados) arrancou em algumas lojas, caso da de Cascais, Almada, Amoreiras ou no Alegro de Alfragide, mas o pontapé de saída arranca oficialmente hoje. E com ele o movimento do Bom, o São e o Local.

“Mudar a marca sim, mas mais fundamental é uma nova de estar e de agir”, frisa o CEO da Auchan Retail, frisando que o movimento, que também inspira a campanha institucional que arranca hoje, “é um projeto muito nosso”.

Empresa portuguesa com capital francês

“Trata-se de uma empresa francesa, mas 88% das compras são de produtores nacionais. Temos entre 160 a 170 produtores locais”, explica Pedro Cid. Produtores perto da área de influência da lojas. “Somos o único distribuidor que recebe peixe em menos de 12 horas da loja”, refere o responsável. A cadeia também aposta na oferta de produtos biológicos (1400 referências), bem como gamas focadas em necessidades específicas ou na oferta em granel, entre outros aspectos.

A Auchan é “uma empresa portuguesa com capital francês”, reforça o CEO, destacando que nos “cerca de 9 mil colaboradores em Portugal temos pessoas de todos os países, mas a direção é toda portuguesa”. Em dez anos, a cadeia distribuiu 95 milhões de euros pelos colaboradores e investiu cerca de 400 milhões em Portugal.

Para a mudança de marca – trata-se de um parque de 30 MyAuchan, 10 supermercados Pão de Açúcar, 24 hipermercados Jumbo e 21 gasolineiras e os espaços Box, um total de 80 espaços físicos – a cadeia alocou cerca de 5 milhões de investimento de um total de 90 milhões de euros investidos na expansão e remodelação de lojas em dois anos, segundo o plano conhecido o ano passado.

E a Mercadona?

Uma mudança que Pedro Cid nega ter qualquer relação com a chegada da Mercadona a Portugal, cadeia espanhola cuja entrada no país era conhecida desde meados de 2016 e que, em julho, abriu as primeiras lojas no Grande Porto. “O nosso plano não tem nada a ver com a Mercadona”, garante. “É um mercado extremamente concorrencial, mas sempre foi”, disse o CEO quando questionado sobre se a chegada da Mercadona aumentou o ambiente concorrencial do sector de retalho alimentar.

A mudança de marca arranca com uma campanha institucional, com criatividade da BarOgilvy, que tem os colaboradores, entre os quais o CEO, como protagonistas assobiando o hino da Auchan. A campanha multi-meios implicou um investimento global a rondar os 1,5 milhões de euros.

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