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Mateus Rosé ganha novo ‘look’ aos 77 anos

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Marca de vinho português mais vendido no mundo tem uma nova garrafa. Rejuvenescimento implicou um investimento de dois milhões, a que se juntam cinco milhões para comunicação

Mateus Rosé, a joia da coroa da Sogrape e o vinho português mais vendido em todo o mundo, vai ganhar uma nova vida. A icónica garrafa inspirada nos cantis dos soldados da I Guerra Mundial foi alvo de um restyling e está agora “mais alta”, “elegante” e “sofisticada”. O novo look, com um novo rótulo, “mais moderno” e em tons mais claros, visa ajudar ao rejuvenescimento da marca que, este ano, comemora 77 anos. E que quer fazer parte, cada vez mais, das escolhas dos millennials.

Esta é uma alteração que esteve em estudo nos últimos cinco anos e que implicou um investimento de quase dois milhões de euros só em investigação, design e novas linhas de produção e enchimento, a que se junta um orçamento de comunicação e ativação da marca que ronda os cinco milhões de euros ao ano. Não porque as vendas de Mateus estejam em queda, pelo contrário, mas porque, convém sempre a uma marca septuagenária assegurar novos consumidores. “Com o mercado dos vinhos rosé a ressurgir, também por influência do padrão de consumo dos millennials, acreditamos que é o momento ideal para rejuvenescermos a marca. Temos de falar com e para eles. O objetivo é manter a enorme base de consumidores que Mateus já tem e acrescentar-lhe uma nova em cima”, diz João Gomes da Silva, administrador da Sogrape.

A empresa, líder do sector e pertença da família Guedes, teve em 2018 “o melhor ano da última década” de vendas de Mateus: com 20 milhões de garrafas vendidas nos mais de 120 países em que a marca está presente. Um crescimento “muito alavancado na performance de mercados tradicionais como Portugal e Inglaterra, mas, também, dos seis mercados onde a nova garrafa foi já alvo de testes – Alemanha, Canadá, França, Irlanda, Suécia e Austrália, embora este último só no último trimestre do ano, com a chegada do verão”.

A primeira transformação de Mateus ocorreu já em 2016, com a substituição da garrafa original, verde escura, por uma de vidro branco transparente. A marca ganhou “nova vida e novo brilho” e as vendas espelharam-no, com um crescimento da ordem dos 8%. Agora, o cantil passa a ser “mais alto e com uma curvatura mais elegante”, o que lhe permite ganhar destaque nas prateleiras, mas, também, dar resposta à “perceção de qualidade e valor que os consumidores atribuem às garrafas mais altas”, explica este responsável. No rótulo, além da mudança da cor, é dado maior ênfase à palavra Portugal e ao ano de criação da marca, 1942, precisamente porque “os millennials valorizam a origem e a autenticidade das marcas que consomem”. A expectativa é que este novo investimento impulsione as vendas anuais em, pelo menos, 5%. Um valor “conservador”, diz João Gomes da Silva, que promete uma campanha intensa, em televisão, nos meios digitais e em outdoors, mas também nos pontos de venda, bem como um “programa enorme” de atividades e participações em eventos, designadamente da Time Out em Lisboa e no Porto ou no festival Out Jazz. A aposta “massiva” será no digital, “da Austrália ao Canadá”.

Desde a sua criação, em 1942, por Fernando van Zeller Guedes, o fundador da Sogrape, Mateus já vendeu mais de mil milhões de garrafas em todo o mundo. Inglaterra, Alemanha, Espanha e França são os principais mercados, a par de Portugal, que tem vindo a “crescer imenso”. Na verdade, o mercado nacional assegura 17% das vendas da marca, quota equivalente à do Reino Unido. “Portugal tem tido um comportamento extraordinariamente forte e é um dos motores de crescimento de Mateus”, destaca João Gomes da Silva, lembrando o efeito do crescimento do turismo, mas, também, as alterações dos hábitos de consumo, com o vinho a ganhar novos momento de degustação fora das refeições.

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