Recursos Humanos

My Happiness. Quanto vale a felicidade dos trabalhadores de uma empresa?

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A tecnológica portuguesa PHC Software lançou o programa My Happiness para desenvolver a atitude para a felicidade nos seus colaboradores.

Quanto vale a felicidade dos trabalhadores de uma empresa? “Trabalhadores mais felizes, e com um melhor discernimento, decidem melhor e lideram melhor. Nos últimos dois anos batemos recordes de vendas em 28 anos de existência da PHC Software. Só com pessoas competentes e felizes é que se consegue bater recordes de vendas e este ano vamos a caminho do mesmo resultado”. A garantia é dada por Ricardo Parreira, CEO da tecnológica portuguesa PHC Software, que acaba de lançar o novo programa de recursos humanos My Happiness para desenvolver a atitude para a felicidade nos seus colaboradores.

“Vamos treinar as pessoas para a felicidade. A felicidade pode e deve ser treinada, assim como o otimismo, e há técnicas e táticas para isso. Na liderança, a felicidade é muito importante, mas tanto os líderes como os colaboradores devem ter a noção de que a felicidade começa dentro de nós. Queremos mudar a ideia muito portuguesa de que “alguém tem de me fazer feliz”. Trabalhamos para inverter esta mentalidade”, disse o CEO em entrevista ao Dinheiro Vivo, garantindo que há, de facto uma relação direta entre os níveis de felicidade na empresa e os indicadores financeiros da mesma. “Com o My Happiness vamos conseguir uma empresa melhor, com melhores lucros e resultados”.

Com nove meses de duração, este programa teve início em julho com a realização de vários focus group com todas as unidades da empresa, para avaliar o que mais contribui positiva e negativamente para a felicidade dos trabalhadores. O My Happiness inclui também uma avaliação individual com o objetivo de definir o indicador de bem-estar de cada um dos participantes (voluntários) em relação aos quatro fatores associados à felicidade: autoestima, otimismo, relações interpessoais e autorrealização.

Na prática, o programa será desenvolvido através de um conjunto de várias iniciativas, das quais fazem parte reuniões de preparação, iniciativas temáticas, sessões de meditação mindfulness, treino de inteligência emocional para líderes, um mural de felicidade, entre outras.

À semelhança do que já acontece em gigantes mundiais como a Google, Heinz, P&G, Philips, entre muitas outras, esta semana os escritórios da PHC Software em Oeiras foram palco da primeira sessão de meditação mindfulness, uma prática milenar adaptada aos dias de hoje que propõe uma redução dos níveis de stress e ansiedade através do treino da “atenção plena no momento presente, sem julgamento, e tendo a respiração como âncora”. Esta foi a explicação dada pelo formador João Palma, do centro BudaDharma, aos 12 colaboradores da PHC que por estes dias dedicaram voluntariamente uma hora do seu dia de trabalho para aprenderem mais sobre mindfulness.

“Vivemos numa sociedade em que há cada vez mais exigências e pressão. As pessoas começam a sentir-se sobrecarregadas, hiper estimuladas, e começa a ser mais difícil estarem presentes em cada momento. A proposta do mindfulness é, perante uma dificuldade, escolhermos como queremos reagir. Não posso mudar a dificuldade, mas sim a forma como me relaciono com ela”, explicou João Palma em declarações ao Dinheiro Vivo, sublinhando que isto é válido perante um e-mail desagradável, uma reunião mais tensa ou um telefonema com más notícias. Daí que as empresas mostrem cada vez mais uma “genuína preocupação em promover o bem estar entre os trabalhadores”.

Apesar da evolução de mentalidades, Ricardo Parreira, CEO da PHC, garante que “muitas empresas ainda têm preconceitos face a práticas como a meditação”. “O mindfulness agora está na moda, mas já o fazemos na PHC há alguns anos. Agora trata-se de um programa mais alargado”, refere o responsável, dando, também ele, uma lição sobre mindfulness em contexto empresarial: “É uma ferramenta que nos permite treinar a mente. Acalmá-la numa primeira fase e, depois, aumentar o tempo entre o estímulo e a reação. Quanto maior for esse tempo, melhor decidimos, e isso é importante para a felicidade. O mindfulness traz melhor discernimento, o que é bom para a vida pessoal e profissional”.

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