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O Nuno calçou as luvas de boxe e foi à luta com a beActive

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Gabriel chega ao cinema em setembro. Nuno Bernardo quer atrair investidores estrangeiros para série que quer filmar em Tomar depois do verão

A produtora de Nuno Bernardo faz jus ao nome: beActive (seja ativo). Acaba de licenciar a série Amnésia para os EUA e Canadá, em setembro chega às salas de cinema com Gabriel e, depois do verão, quer começar a filmar em Tomar a série O Colégio do Templo. Fechou 2017 com 700 mil euros de faturação (+22%) e este ano conta chegar próximo de um milhão.

Diário de Sofia foi como tudo começou há 15 anos. E logo com um olho no mercado externo. “A venda em 2006 do Diário de Sofia à Sony Pictures abriu muitas portas a nível internacional. Basicamente colocou-nos no mapa e permitiu que estivéssemos envolvidos em projetos em diferentes partes do globo”, diz Nuno Bernardo. Coproduziram no Canadá The Line (com Linda Terminator Hamilton), Living in Your Car (Ivo Canelas, Lúcia Moniz e Rita Pereira) para a HBO; a versão inglesa e chinesa de Diário de Sofia; no Brasil O Castigo Final. Agora fecharam um acordo de licenciamento com a Keshet Digital Studios para adaptação da série Amnésia, inicialmente produzida para a RTP, para os EUA e Canadá. “Esperamos que este acordo com a Keshet venha reforçar o posicionamento da beActive enquanto força criativa com capacidade de criar e contar histórias à escala global.”

A dimensão do mercado interno e as suas especificidades torna difícil produzir entretenimento a pensar no exterior. “Compradores procuram diversidade, inovação e, acima de tudo, sucesso. Se não tens espaço em Portugal para inovares, arriscares e fazeres coisas diferentes, para falhares e errares, torna-se difícil teres um portfólio crescente de obras que possas vender ou licenciar para adaptações internacionais.”

Nuno Bernardo rejeita o papel da beActive (uma “produtora-boutique”) como David num filme contra os Golias de Hollywood. “Foi sempre um David com Golias. O nosso foco sempre foi criar histórias universais que pudessem ser produzidas em escala reduzida em Portugal e, em caso de sucesso entre portas, vendê-las na maior parte dos casos enquanto formato para outras geografias.”

Depois do verão começam a filmar em Tomar um piloto para uma série infantojuvenil situada num colégio interno internacional e com ligação à história dos Templários: O Colégio do Templo. Têm assegurado um investimento de 150 mil euros. “O objetivo é usar o piloto para atrair financiamento externo que nos permita gravar 13 episódios da série”, a abrigo do novo fundo de Apoio ao Turismo, Cinema e Audiovisual.

Já estiveram em Espanha no Conecta Fiction, mercado ibero- americano de produção televisiva. “Tivemos contactos e solicitações de empresas francesas, belgas e norte-americanas”, revela.

Gabriel chega depois do verão a cerca de 20 salas de cinema nacionais. O filme, rodado 95% no bairro dos Olivais, com Igor “Eusébio” Regalla como protagonista, conta a história de um jovem cabo-verdiano que vem para Lisboa após a morte da mãe em busca do pai, mas acaba por se envolver com um gangue local e vai ter de calçar as luvas para ajudar o pai. Teve um orçamento de 400 mil euros.

É o quinto filme da produtora. O primeiro foi The Knot, uma coprodução com o Reino Unido (com Catarina Wallenstein e Mena Suvari, de Beleza Americana) e distribuído pela Universal Pictures; seguiu-se Beat Girl e Collider. “Já foram vendidos para mais de 50 países, a sua maioria para serviços de VoD (Video on Demand) e televisão.”

Vê por isso como “positivo” a chegada de operadores como Netflix ou Amazon. Nos EUA já produziram para a HBO e Beat Girl passou no Hulu. “Já abordamos a única plataforma que está a operar em Portugal [Netflix], mas como, ao contrário de outros países, este operador não tem, ainda, tido uma posição ativa no financiamento de produções locais, esperamos que venha a mudar e que novas plataformas entrem neste mercado.”

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