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oBike chega a Portugal e partilha 350 bicicletas em Lisboa

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Startup de Singapura arranca fase de testes em Lisboa e pode estender-se a outras cidades portuguesas com mais bicicletas nos próximos meses.

A partir desta quarta-feira há mais uma opção para deslocar-se em Lisboa: a oBike, uma das maiores startups de partilha de bikesharing do mundo, chega à capital portuguesa com 350 bicicletas prontas para partilhar e sem estações fixas. É a primeira empresa que concorre com o sistema Gira, gerido pela EMEL, e que poderá ser expandido para o resto do país, admite Assaf Amit, responsável pela chegada desta empresa de Singapura a território português.

“Vamos começar com 350 bicicletas em Lisboa e depois vamos ver como as coisas correm. Esperamos que tudo corra muito bem, porque vamos ter as bicicletas perto do rio, que é uma zona muito plana da cidade”, explica Assaf Amit em entrevista por telefone ao Dinheiro Vivo. As bicicletas não têm caixa de velocidades nem têm apoio elétrico. Paga 50 cêntimos por cada 30 minutos de utilização.

As bicicletas da oBike estarão colocadas principalmente na zona ribeirinha da cidade, entre Belém e Santa Apolónia, como pode ver neste mapa. Mas quando acabar de as utilizar, não é obrigatório deixá-las na zona ribeirinha da cidade. A aplicação da oBike, disponível para sistemas iOs (Apple) e Android (Google), indica-lhe a zona de serviço destas bicicletas, que deverá estender-se a outras partes da cidade.

O modelo de negócio da oBike é muito semelhante ao dos chineses da Ofo, que estão desde outubro a partilhar bicicletas em Cascais. No caso da oBike, é necessário fazer um depósito, reembolsável, antes de utilizar o serviço, como forma de “responsabilizar o utilizador”.

Ao abrir a aplicação, é apresentado um mapa da cidade com as bicicletas disponíveis. Depois de selecionar a bicicleta, ela fica reservada, gratuitamente, por 10 minutos. Depois de carregar no botão para a desbloquear, o telemóvel lê o código QR exibido por cima da roda traseira. A seguir, a bicicleta fica logo desbloqueada. A partir daí, pode utilizá-la e deixá-la onde quiser, sem se esquecer de a travar manualmente. O pagamento é feito através do cartão de crédito.

Assaf Amit acredita que as universidades e as paragens de autocarro serão os locais onde as bicicletas preferidos dos utilizadores da oBike. Segundo a empresa, cada cliente circula com a bicicleta “entre 10 e 12 minutos”.

Sistema de créditos
A oBike funciona com um sistema de créditos “para incentivar a condução positiva e comportamento responsável, e repreender comportamentos impróprios”. Este sistema é determinante para saber quanto paga por cada viagem de bicicleta, porque se tiver pelo menos 80 pontos, paga 50 cêntimos por 30 minutos de aluguer; se tiver menos de 80 pontos, terá de pagar cinco euros por cada viagem. Cada cliente começa com 100 pontos.

Os pontos são ganhos ou perdidos conforme o seu comportamento. Se estacionar mal a bicicleta ou se esquecer de a bloquear depois da utilização, perde 20 pontos. Pior: se violar regras de trânsito, colocar um cadeado próprio, transportar ilegalmente ou perder a bicicleta, fica 0 pontos. Por outro lado, ganha pontos por cada viagem, por relatar defeitos na bicicleta ou partilhar a viagem com os amigos no Facebook.

Crescimento veloz
A oBike começa esta quarta-feira em Portugal com 350 bicicletas. Esta será a fase de teste, que irá durar “entre 3 e 6 meses”. Depois disso, a empresa irá avaliar a expansão para outras cidades e a introdução de bicicletas com assistência elétrica.

“Se isto for viável e rentável e percebermos que estamos a ajudar a mover as pessoas, então avançaremos para a segunda fase e vamos colocar à disposição bicicletas elétricas”, antecipa o responsável da oBike. Caso isso aconteça, a empresa de Singapura poderá ter um total de 1500 bicicletas nas estradas portuguesas.

Fundada em janeiro de 2017, esta startup de Singapura conseguiu uma ronda de financiamento de 45 milhões de dólares (36,2 milhões de euros), em agosto de 2017. Mas a oBike já está no mercado à procura de mais investidores, porque quer ir bastante além dos 24 países e 60 cidades na Europa e Ásia onde está atualmente presente.

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