Inovação

Portugal é incubadora para o escritório do futuro da Konica Minolta

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Falámos com o português que é o diretor geral ibérico da Konica Minolta, sobre as razões do seu sucesso e sobre o novo centro de inovação em Portugal.

Chama-se Vasco Falcão, trabalha na Konica Minolta em Portugal desde 2003 e depois de muitos cargos que o levaram ao topo no país e a resultados de exceção, tem novo desafio. Foi convidado pelos líderes da empresa japonesa para comandar as operações em Espanha. Falámos com o novo presidente da Konica Minolta Espanha – que acumula com a liderança em Portugal –, sobre os novos desafios e sobre o novo centro de inovação, inaugurado ontem nas instalações da empresa, no Prior Velho (Lisboa).

Envolvimento é premiado
Ambicioso e já habituado aos hábitos japoneses, Vasco Falcão lidera a operação portuguesa com base na satisfação de clientes, mas também de funcionários. “O mais importante é o engagement (envolvimento ou compromisso). Só funcionários satisfeitos e envolvidos podem fazer clientes felizes”, explica o responsável que quer manter as operações em Portugal e Espanha separadas pelas diferenças dos mercados, mas levar para o outro lado da Península Ibérica os seus métodos.

A fasquia é elevada na empresa, mas o capital humano está no cerne da sua gestão. De dois em dois anos é feita a avaliação do nível de engagement (compromisso) dos colaboradores, um plano de ação com base nesse envolvimento e tudo o que é feito parte do feedback que os colaboradores dão.

Em segundo lugar, “monitorizamos constantemente a satisfação dos clientes” e os objetivos dos colaboradores passam acima de tudo por essa satisfação e nem tanto pelos resultados financeiros. “Todos fazem parte das decisões e isso é fundamental para mim”. Além de regalias várias, a empresa dá prémios de desempenho que podem incluir mais dias de férias – podem chegar até aos 29 por ano.

Como chegou à liderança? Com os resultados (“que não são só números”), onde se destaca a subida de 32% das receitas nos últimos 10 anos, mesmo com os anos de crise. “Fui chamado à nossa sede no Jap ão e os responsáveis deram-me a Kinoca Minolta Espanha para gerir e é com orgulho com que o faço”.

Objetivos para Portugal e Espanha
Os objetivos? Para Portugal, em 2018 quer estabilizar os bons resultados, crescer 7% em receitas e duplicar os lucros da empresa: “e quero conseguir isso com o crescimento de pessoas contratadas”. Tínhamos 120 colaboradores e o ano passado passámos para 170.

Em Espanha, o desafio é superar o sucesso alcançado, já que é uma das subsidiárias na Europa com melhor rentabilidade, embora com menos crescimento do que Portugal. Como? Espera um crescimento nas vendas e um envolvimento maior com os colaboradores, que parecem dispostos a embarcar no desafio do novo líder.

Enquanto o mercado português significa uma faturação para a empresa de 24 milhões, em Espanha são 70 milhões “com um potencial de crescimento muito maior”, daí que tenha “objetivos muito ambiciosos” que acredita que “é possível até superar”: “quero chegar aos 100 milhões de faturação em Espanha nos próximos cinco anos”.

Em Espanha há muitos rivais, como a Ricoh e a Xerox que estão bem à frente, em Portugal só há uma rival por perto, a Xerox.

Portugal “mercado perfeito para testar inovação”

O negócio atual já não é só impressão, há ainda a gestão de conteúdos que podem ser físicos e digitais. Há ainda a tentativa de tornar os processos de workflow (trabalho) de impressão e digitalização mais eficientes através, por exemplo, da digitalização de documentos como faturas e o tratamento imediato dos dados (usando alguma inteligência artificial).

Vasco Falcão dá o exemplo de algo que também está a ser testado no novo centro de inovação, inaugurado ontem: “através de uma app podemos fotografar uma fatura, os dados lá inseridos, desde o valor, à data até ao tipo de empresa (se é de restauração) são carregados de forma automática no sistema e depois podem ser logo validados pela chefia”. A app chama-se Relatórios de Despesa e é “um exemplo que pode poupar muito tempo e dinheiro às empresas”.

Nesta espécie de escritório do futuro, que a Konica Minolta pretende por à prova com o seu novo centro de investigação – é o primeiro na Europa da empresa –, será possível continuar o papel que Portugal tem tido a testar alguns produtos. “Estiveram alguns engenheiros japoneses por cá a testar uma máquina de etiquetas que já está a ser vendida por todo o mundo”, explicou Vasco Falcão, que vê num mercado pequeno com clientes fiéis e satisfeitos uma boa plataforma para os testes do escritório do futuro.

Outra área do novo centro de inovação – cujo valor de investimento não foi revelado -, que visitámos, inclui um sistema de realidade aumentada que vai permitir ver informação acrescentada dentro da imagem, que pode ser associada a vários aparelhos dentro do escritório.

A Konica Minolta está também preocupada em só colocar disponível tecnologia “que possa ser, de facto, mais eficiente”, até porque “nem todas as pessoas ainda estão preparadas para os produtos inovadores”.

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