Encontros 560

P&R: Estes têxteis dão medalhas de ouro

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Empresa trabalha em parceria com o CITEVE e fornece para multinacionais de artigos de desporto como a Adidas e Asics

É a partir de Barcelos que sai um dos segredos para conquistar medalhas de ouro em Jogos Olímpicos e Europeus de atletismo. A P&R foi fundada há 35 anos e é uma pequena e média empresa dedicada ao fabrico de roupas para competição. Este foi o caso de sucesso apresentado por Elisa Ferreira, vice-governadora do Banco de Portugal, no âmbito de mais uma edição dos Encontros 560, realizado no Ministério da Economia na passada quarta-feira.

Nelson Évora é um dos atletas que pode agradecer à empresa de Barcelos a conquista da medalha de ouro nos europeus de pista coberta, no passado domingo, graças ao uso do tecido português, lembrou Duarte Nuno Pinto, fundador e sócio da P&R. Este é apenas um dos atletas de sucesso da empresa, que viu o volume de negócios crescer 22,2% no ano passado, para os 13,2 milhões de euros.

A dar emprego a 196 pessoas, esta PME teve um arranque difícil, em 1982. Começou com 30 pessoas e teve de apostar, desde cedo, na participação em feiras internacionais e na procura de fornecedores estrangeiros.

Graças a isso, foram conseguidas parcerias com multinacionais de artigos desportivos como a Adidas, Asics e Le Coq Sportif, que vestiu Chris Froome na mais recente conquista da Volta à França.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, recebeu mesmo um exemplar da camisola amarela do ciclista britânico no final da sessão. Além do ciclismo e do atletismo, o triatlo, o remo e os desportos aquáticos são outras das modalidades em que os atletas usam a marca de Barcelos, fornecedora de fatos em Jogos Olímpicos desde 1996.

Ao sucesso desportivo junta-se o diálogo. Esta é outra das razões que explica o êxito da P&R, no entender do sócio fundador: “Os negócios fazem-se através de relações de confiança e da credibilidade”, diz Duarte Nuno Pinto.

A empresa, no entanto, não quer ser ultrapassada e prepara-se para inaugurar, em meados deste ano, as novas instalações, em Barcelos, que vão contar com um centro de inovação produtiva. O investimento total é de quatro milhões de euros, metade dos quais financiados por fundos comunitários.

Esta é a forma encontrada para desenvolver novos tipos de roupas, como o fato especial desenvolvido em parceria com a Universidade de Coimbra para o ciclista Nélson Oliveira, que participou no contrarrelógio dos Jogos Olímpicos de 2016.

Neste processo, foram feitos testes em túnel de vento e uma análise termográfica. O resultado foi o desenvolvimento de um fato “18% mais leve, que seca mais rapidamente e que proporciona maior conforto”, explicou Helder Rosendo, diretor-geral da empresa, que já prepara os fatos para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.

Para isso conta com o apoio do CITEVE, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, localizado em Vila Nova de Famalicão, e que desenvolve produtos inovadores em parceria com a indústria nacional.

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