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Senhora Monopólio. Novo jogo põe mulheres a ganhar mais do que os homens

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A Hasbro aposta no Senhora Monopólio, uma versão do seu jogo mais popular que é um alerta pela igualdade de género

É um dos jogos de tabuleiro mais famosos a nível mundial e o seu sucesso já passou de geração em geração, desde o final dos anos 1930. Na nova versão do jogo da Hasbro, chamado Ms. Monopoly (Senhora Monopólio) tenta-se celebrar a afirmação das mulheres para que tenham direitos iguais aos dos homens.

E como? As jogadoras vão ganhar mais dinheiro que os jogadores masculinos. Ao contrário do que acontece no jogo clássico, as mulheres recebem 240 dólares (ainda não se sabe qual será o valor na versão portuguesa) quando passam pela Casa da Partida, enquanto os homens recebem os 200 dólares habituais (no jogo português são 200 euros).

A ideia é criar um jogo em que as mulheres ganhem mais que os homens, naquele que será “o primeiro jogo de sempre a fazê-lo”, indica a Hasbro. A empresa norte-americana que detém os direitos do jogo diz em comunicado que se trata de “uma nova e divertida visão do jogo que cria um mundo onde as mulheres têm uma vantagem que tem sido desfrutada pelos homens”. A Hasbro acrescenta, no entanto, que “se os homens jogarem bem os seus trunfos, também podem ganhar mais dinheiro”.

Essa não é a única diferença no novo jogo. Em vez de comprar propriedades, os jogadores podem investir em invenções criadas por mulheres – inovações como Wi-Fi ou biscoitos com gotas de chocolate. De resto, a prisão, os impostos sobre o luxo ou os cartões da Sorte continuam incluídos.

O jogo foi lançado esta semana a nível mundial e chega a alguns países europeus no final do mês, indicou-nos a própria Hasbro, que não adiantou para já datas e preço para a chegada a Portugal.

O anúncio acontece apenas algumas semanas depois da empresa ter recebido críticas por ter lançado o Monopoly Socialism – um jogo que provocou polémica por abordar o socialismo de forma considerada irreverente. A Hasbro também estreou o Monopólio para Millennials em 2018, usando as tendências estereotipadas, como gosto por torradas de abacate ou veganismo.

Curiosamente, na origem do próprio jogo há alguma polémica relacionada com direitos femininos. A Hasbro chegou a ser acusada de não reconhecer uma inventora que foi determinante para a criação do jogo. Elizabeth Magie terá patenteado o jogo “The Landlord’s Game” em 1904 e, novamente, em 1924. Essa patente foi comprada pela empresa Parker Brothers por 500 dólares, mas creditou depois a Charles Darrow a invenção do jogo.

O New York Times contava a história de Magie em 2015, criticando a empresa por manter o conto sobre Darrow. “A história, repetida ao longo de décadas, muitas vezes escondida na caixa do jogo, era de que um homem desempregado chamado Charles Darrow sonhava com o monopólio nos anos 1930. Vendeu a ideia do jogo e tornou-se num milionário, com a sua criatividade a salvá-lo – e o mesmo aconteceu com a Parker Brothers, o fabricante de jogos de tabuleiro de Nova Inglaterra, nos EUA.”

No entanto, explica o Times, as origens do Monopólio não são bem essas. “A história de Elizabeth Magie foi, até recentemente, perdida e, em parte, esquecida e removida”.

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