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Vendas de carros elétricos duplicaram em 2017

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A renovação de postos de carregamento públicos e privados e a maior consciencialização do público para estes veículos explicam este aumento.

As vendas de carros 100% elétricos duplicaram em 2017. Foram comercializados 1640 veículos apenas movidos a baterias, um aumento de 116,9%, segundo os números revelados na quarta-feira pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal. A tabela de vendas foi liderada pela Renault, que em 2016 tinha ficado em terceiro lugar, atrás da Nissan e da BMW. A renovação de postos de carregamento públicos e privados e a maior consciencialização do público para estes veículos explicam este aumento.

“Em 2017 assistimos à renovação da rede de carregamento público rápido para 51 postos e também assistimos a um aumento da rede privada de carregamento”, destaca Henrique Sánchez, presidente da UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos ao Dinheiro Vivo. Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, acrescenta que “há maior oferta do mercado de novos carros elétricos”, e que “há uma maior consciencialização do público” para este tipo de veículos.

A marca francesa vendeu 751 carros elétricos em 2017, mais do quádruplo (341,8%) do que em 2016. No ano passado, a Renault conseguiu capitalizar as vendas do seu modelo Zoe. A Nissan desceu para o segundo lugar e vendeu 318 carros elétricos, menos 10 do que em 2016, no último ano de comercialização da atual geração do modelo Leaf. A BMW ficou em terceiro lugar, ficou a BMW, que vendeu 255 unidades (+44,1%).

Nota ainda para a entrada direta no ranking da Smart, que ficou em quarto lugar com a venda de 137 veículos em 2017. Quase todos os automóveis desta marca do grupo Daimler foram vendidos no último trimestre do ano passado.

Os carros 100% elétricos, no entanto, representaram apenas 0,7% do mercado total de veículos ligeiros de passageiros em 2017 (222 134 unidades).

Em 2017, o Fundo Ambiental atribuiu um incentivo direto de 2250 euros aos primeiros 1000 veículos totalmente elétricos comprados por particulares e empresas. Este incentivo foi renovado para 2018 exatamente nas mesmas condições, o que mereceu críticas, por exemplo, da Smart, que entende que este benefício deveria ser atribuído a um maior número de veículos.

A compra de motas elétricas também vai passar a ser apoiada pelo Fundo Ambiental, que vai atribuir um ‘cheque elétrico” de valor ainda por revelado. A iniciativa é saudada pelo presidente da UVE: “é um apoio muito bem aproveitado, porque estas motas são extremamente úteis, sobretudo nas cidades”. Quer Helder Pedro quer Henrique Sánchez antecipam que o mercado português de carros elétricos volte a duplicar em 2018.

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