Enoturismo

Vinho Verde. Quintas receberam mais de 1600 visitantes em Dia Aberto

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A iniciativa, que visa promover o enoturismo da região, foi um “enorme sucesso”, não só entre portugueses mas, também, entre estrangeiros a residir em Portugal, designadamente brasileiros, e tem já data agendada para 2020. Será a 5 de setembro

O desafio partiu da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), que pretende dar um novo impulso ao enoturismo local. Criou, para isso, o Dia de Portas Abertas na Rota dos Vinhos Verdes, convidando as empresas a darem a conhecer os seus vinhos, mas, também, as suas quintas, adegas, restaurantes e unidades de alojamento. Foram nove os aderentes da rota e que receberam mais de 1600 visitantes ao longo do último sábado. Um “enorme sucesso”, diz o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, que pretende repetir a iniciativa no próximo ano, a 5 de setembro.

O Palácio da Brejoeira e os vinhos Soalheiro, no Alto Minho, a Casa da Tojeira, em Cabeceiras de Basto, a Quinta de Santa Cristina, em Celorico de Basto, a Quinta do Tamariz, em Barcelos, a Quinta da Aveleda, em Penafiel, e as quintas da Lixa e de Maderne, em Felgueiras, foram as empresas que participaram nesta primeira edição, para a qual a CVRVV disponibilizou oito autocarros, com saída do Porto e Braga.

“Foi um evento que superou as nossas melhores expectativas. Estimamos que terão passado pelas quintas um pouco mais de 1600 pessoas ao longo de todo o dia. Poderão ter sido mais, mas este é um número robusto, que vai muito para além dos nossos autocarros que tinham, me média, 15 a 20 lugares. Apareceu muita gente a visitar as propriedades no seu próprio carro, muitas famílias, muitos grupos de amigos, correu muito bem”, diz Manuel Pinheiro, que admite ter sido um dia de aprendizagem, também, para os produtores. “Muitos nunca tinham estado expostos a tantos visitantes num mesmo dia”, reconhece.

O número de estrangeiros a residir em Portugal que se associaram a esta iniciativa, designadamente da comunidade brasileira, mas também dos países do Leste Europeu, surpreendeu a organização.

A Rota dos Vinhos Verdes abrange 49 concelhos noroeste de Portugal e conta com 60 empresas disponíveis para prestar algum tipo de serviço de enoturismo, que vão desde a prova de vinhos, aos passeios pela vinha e outras atividades temáticas. Alguns contam com unidades de alojamento, sendo que o primeiro, e único até agora, hotel vínico da região, o Monverde, é propriedade da Quinta da Lixa.
Manuel Pinheiro espera que, para o ano, mais empresas se associem à iniciativa. Qualificar a oferta existente na região é “o mais urgente”, admite. E, por isso, muito em breve, arranca uma formação em enoturismo promovida pela CVRVV em parceria com o Turismo de Portugal.

“Os Vinhos Verdes têm uma proximidade aos grandes centros urbanos que é muito difícil de igualar. Temos quintas na Maia e em Valongo, muito próximas do Porto, mas não só. Há propriedades a poucos minutos de Braga, de Guimarães ou de Viana do Castelo, e com excelentes condições para receber visitas de famílias e não têm de se restringir a beber vinho. É possível caminhar pelas vinhas, conhecerem as instalações e saber como é feito o vinho. Sabemos que precisamos de ganhar força e de qualificar a oferta, mas não temos dúvidas que o enoturismo nos Vinhos Verdes virá a ser, para as empresas, tão importante como os grandes mercados de exportação e um produto turístico importante para Portugal”, frisa Manuel Pinheiro.

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