Galp avança para renováveis e exploração petrolífera no Alentejo em 2018

Graças ao Brasil, até ao final de 2017, a petrolífera prevê chegar a uma meta de produção de 100 mil barris de petróleo por dia.

A Galp está já a analisar “projetos na área do fotovoltaico como soluções de energia primária de base renovável e numa lógica de mercado, sem qualquer tipo de incentivos, subsídios ou tarifas de acesso ao sistema”.

A petrolífera dará assim os primeiros passos nas energias renováveis já em 2018, ano em que a empresa prevê também avançar com o primeiro poço exploratório de petróleo ao largo da costa alentejana, na “janela temporal” entre abril e junho.

A garantia foi dada pelo CEO Carlos Gomes da Silva numa conferência de imprensa na sequência da apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2017. Até junho, os lucros da Galp cresceram 1% para os 250 milhões de euros, em comparação com os 247 milhões de euros registados no mesmo período de 2016, graças a um aumento da produção de petróleo e gás “alavancado pelo Brasil”.

Verificou-se um “aumento de 60% da produção no semestre com contribuição crescente do pré-sal brasileiro, que conta com sete FPSO em produção”, explicou o presidente executivo, garantindo que até ao final do ano a Galp poderá chegar à meta de produção de 100 mil barris de petróleo por dia. "Estamos a subir a montanha. Este é o caminho de crescimento da empresa", disse Gomes da Silva em declarações aos jornalistas, sublinhando o objetivo de crescimento da produção de 15 a 20% entre 2016 e 2021.

Com o compromisso de alocar entre 5 a 15% do investimento anual em energia primária de base renovável, “estamos a desenhar projetos em que seguramente nos próximos meses teremos condições para avançar”, disse Gomes da Silva, garantindo no entanto que “mais de 90% do investimento da Galp vai continuar no petróleo e no gás”.

Neste capítulo, o CEO destacou a recente decisão de investimento no projeto Coral Sul, em Moçambique (um projeto a 62 meses), com o consórcio do qual a petrolífera faz parte a investir sete mil milhões de dólares numa unidade flutuante de liquefação de gás natural com capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas por ano, a partir de 2022. Somam-se mais duas unidades do projeto Mamba, com uma capacidade de produção combinada anual de 10 milhões de toneladas, equivalente a "três vezes o consumo português".

Na produção de petróleo, especificou Gomes da Silva, às sete unidades que já estão em operação no Brasil vão juntar-se outras cinco entre o final de 2017 e ao longo de 2018 (mais três também no Brasil e duas em Angola no próximo ano, no âmbito do projeto Kaombo).

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