GamaLife consegue lucro no segundo semestre e vai continuar a crescer

Resultados do ano 2020 ainda são negativos mas nos últimos seis meses a seguradora alcançou já 4,5 milhões positivos. "Investimento é para continuar", garante o CEO, Matteo Castelvetri.

Se o resultado do ano completo ainda é negativo, fixando-se nos -45,8 milhões de euros no total de 2020, a GamaLife parece ter conseguido virar a esquina rumo à recuperação. O segundo semestre isolado fooi já de lucro para a seguradora, que conseguiu um resultado positivo de 4,5 milhões de euros nesses seis meses.

Em comunicado à CMVM, a companhia foca a melhoria de 45,5 milhões face ao ano anterior e face aos prejuízos no primeiro semestre de 2020 (-50,3 milhões), números que acredita serem resultado das decisões tomadas pela gestão desde que a companhia foi adquuirida ao Novo Banco.

"Apesar do ambiente económico adverso, continuamos a investir no negócio, contratando talentos locais, melhorando a nossa operação e sistemas de IT", justifica Matteo Castelvetri, CEO da GamaLife, que se mantém empenhado na companhia e no seu crescimento.

Durante o ano passado, a GamaLife, que se mudou da antiga sede na Rua Castilho para a Barata Salgueiro, manteve o 5º lugar do ranking das seguradoras (quota de mercado de 6,4%), "fruto de um volume de negócios de 290,2 milhões, uma quebra homóloga de 50,9%". Apesar desta diminuição, a empresa destaca a evolução positiva da componente dos seguros ligados a Fundos de Investimento, "cujo volume de prémios atingiu os 108,8 milhões, um crescimento de 132,3% face a 2019 e um ganho na quota de mercado de 2,9 pontos percentuais, para 6,3%".

"2020 foi um ano muito difícil para todos devido à pandemia, mas também foi um ano com grandes conquistas", defende Matteo. "Foi o ano em que assumimos a designação social de GamaLife e em que invertemos a tendência de prejuízos da companhia, alcançando um resultado líquido positivo no segundo semestre", sublinha, realçando ainda a importância do reforço do conselho de administração.

"A nomeação de Filomena Ferreira Santos e a contratação de Gonçalo Castro Pereira, que assumiu o cargo de vice-presidente, fazem da GamaLife uma companhia mais forte e mais preparada para enfrentar os desafios que se avizinham", defende ainda o CEO.

Plataforma pan-europeia de gestão de seguros de vida e de património fundada em 2019 e que atua sobretudo nas áreas da tecnologia e sustentabilidade, em 2020, a GamaLife concentrou-se ainda no ajustamento da carteira de ativos e numa melhor correspondência entre os fluxos de caixa do passivo e a sua maturidade, "resultando numa solvência mais estável e resiliente".

Os custos operacionais da GamaLife aumentaram 17%, "em resultado sobretudo das atividades relacionadas com a separação do Novo Banco e do relançamento das operações". Os custos com pessoal também subiram (20,3%), impulsionados pelo aumento de novos colaboradores, com a contratação líquida de sete pessoas, enquanto os custos financeiros caíram 8,9%, graças à "renegociação das comissões de custódia e gestão de títulos".

A companhia justifica o referido decréscimo do volume de negócios com a diminuição de 130,7 milhões (69,8%) na produção de seguros PPR. "Se, por um lado, esta diminuição foi diretamente influenciada pela pandemia da covid-19 e pela propensão dos clientes para produtos que privilegiam a segurança e liquidez imediatas, como certificados de poupança e depósitos bancários, por outro também reflete decisões de gestão, já que a GamaLife optou por limitar o novo negócio em produtos garantidos no segundo trimestre do ano".

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