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Gás natural. Endesa e Goldenergy com os preços mais baixos

Fotografia: Arquivo/Global Imagens
Fotografia: Arquivo/Global Imagens

De acordo com o boletim da ERSE, existiam no terceiro trimestre oito comercializadores de gás natural e cerca de 25 ofertas comerciais.

De acordo com o primeiro boletim da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobre as ofertas comerciais de gás natural para clientes domésticos em baixa pressão (com consumos anuais até 100.000 m3), no terceiro trimestre de 2017 os comercializadores Endesa e Goldenergy apresentavam as faturas anuais com menor valor.

Até setembro de 2017, diz o boletim divulgado esta quarta-feira, a Endesa registava para um casal sem filhos uma fatura anual de 107 euros por ano, o que representa uma diferença de menos 43 euros face à oferta comercial mono gás mais cara do mercado (-29%). Por comparação com as tarifas transitórias equiparadas ao mercado regulado, a diferença anual é de menos 8 euros (-7%). Já no caso de uma oferta dual (gás natural e eletricidade), o melhor preço é o da Goldenergy, com um valor de 97 €/ano. O diferencial desta oferta em relação à oferta comercial dual mais cara é de -53 €/ano (-35%), refere a ERSE. Comparativamente com a tarifa transitória em vigor esta oferta comercial mais competitiva apresenta um diferencial de -18 €/ano (-16%).

O cenário repete-se para uma família com dois filhos: neste caso a Endesa tem uma fatura anual de 202 euros, menos 65 euros do que a oferta comercial mono gás mais cara do mercado (-24%) e -17 €/ano (-8%) por comparação com o mercado regulado. Também aqui a Goldenergy surge com a melhor oferta para gás e eletricidade: 200€/ano, -66 euros (-25%) do que o preço mais caro do mercado e -19€/ano (-9%) face às tarifas reguladas.

De acordo com o boletim da ERSE, existiam no terceiro trimestre oito comercializadores de gás natural – Audax, EDP Comercial, Endesa, EnergiaSimples, Galp, Goldenergy,
Iberdrola e RolearViva – e cerca de 25 ofertas comerciais.

O processo de liberalização do setor do gás natural foi iniciado em janeiro de 2007 e concluído em janeiro de 2010, com a atribuição do direito de escolha de fornecedor a todos os consumidores.

Tal como na eletricidade, o período transitório de fornecimento de gás natural, pelos comercializadores de último recurso (CUR), aos
clientes que não exerçam o direito de mudança para o mercado livre foi estendido até 31 de dezembro de 2020 (Portaria n.º 144/2017), informa a ERSE no boletim.

“A abertura do mercado reforçou a necessidade de monitorização, pela ERSE, dos preços no mercado retalhista de gás natural procurando garantir, simultaneamente, a existência de condições de concorrência entre os diversos operadores e a minimização das assimetrias de informação entre consumidores e os restantes agentes de mercado, assim fomentando a transparência, que constitui um fator crítico para a eficiência do mercado”, refere ainda o regulador.

 

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