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Geração Z desvaloriza salário na escolha da área profissional

talento, Hays Portugal
Foto: DR

Com quatro gerações a coexistir no mundo do trabalho, a Hays Portugal aponta as diferenças na forma como vêem o mundo do trabalho.

O novo estudo da empresa de recrutamento Hays foca-se na presença de quatro gerações no mercado de trabalho. Os profissionais da geração Z preferem benefícios como o trabalho remoto e dias de férias extra; a disponibilização de carro para uso pessoal só agrada aos Baby Boomers e à Geração X, aponta o inquérito a nível nacional.

O relatório “Talento Z: os nativos digitais no mercado laboral” analisa a presença de quatro gerações diferentes no mercado de trabalho: os Baby Boomer (nascidos entre 1946-1964), a Geração X (nascidos entre 1965-1980), os Millennials (nascidos entre 1981-1994) e por fim, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2012).. O relatório contou com a participação de mais de 855 inquiridos anónimos e, para efeitos deste estudo, a Hays só contabiliza quem nasceu até 2001 para compor a análise na área da Geração Z.

Uma das diferenças começa na escolha da área. Os mais novos preferem apostar em áreas como gestão, num retrato que vai contra a corrente das necessidades do mercado nacional. O relatório da Hays aponta que os perfis mais procurados estão atualmente ligados à área comercial, às tecnologias de informação e à engenharia.

O gosto pela área é o factor que mais influencia as quatro gerações na decisão da carreira profissional. Mas há diferenças na forma como cada geração olha para o ponto do salário. A geração X é quem dá maior relevância ao vencimento (12%), seguida pelos Millennials (9%) e os Baby Boomers (7%). Já para a Geração Z, o ponto do salário não é relevante na escolha de uma área. “Esta análise explica um pouco a nova mentalidade, que é baseada em fazer algo que gostem mais e que seja uma tendência, mas não necessariamente pelo retorno financeiro”, indica a Hays.

São os mais novos quem espera passar pelo menor número de empresas – 52% dos inquiridos entre a Geração Z indicam que esperam trabalhar em menos de cinco empresas ao longo da sua vida profissional. Segundo a Hays, trata-se de um comportamento que vai contra aquilo que seria expectável – especialmente para uma geração que precisará de trabalhar por mais anos.

“Ao analisar o relatório, percebe-se também que à medida que as gerações vão avançando as expectativas em relação ao tempo de espera por uma promoção vai reduzindo. Ou seja, as primeiras gerações são mais pacientes para verem os resultados/benefícios do seu trabalho do que as novas gerações, que querem ser valorizadas mais de imediato”, indica Paula Baptista, managing diretor da Hays Portugal.

Os benefícios contam na hora do recrutamento

O relatório refere que, num mercado de recrutamento competitivo, os benefícios podem ser a chave para atrair e conseguir reter talentos. Os Baby Boomers apontam como os três principais benefícios o seguro de saúde (86%), formação e certificações (66%) e automóvel para uso pessoal (61%).

A Geração X refere o seguro de saúde (88%), formação e certificações (80%) e a flexibilidade de horários (76%) como pontos de interesse. Os Millennials referem também o seguro de saúde (82%), formação e certificações (79%) e a flexibilidade de horários (76%). Na geração Z já se notam as diferenças: os mais novos preferem a possibilidade de trabalhar a partir de casa (72%), o seguro de saúde (72%) e a flexibilidade de horários (70%).

EUA é o país mais apelativo para os mais novos

Naquilo que diz respeito à emigração, todas as gerações revelam-se menos disponíveis para emigrar. Para a minoria interessada em trabalhar no estrangeiro, é a geração Z, a mais nova, quem está mais disposta a trabalhar no estrangeiro.

Há diferenças entre os países mais atrativos para cada geração: para os Baby Boomers, Espanha é o país mais interessante para emigrar (26%), tal como para a Geração X e para os Millennials. A Geração Z foge à regra – Espanha ocupa o terceiro lugar de interesse e os Estados Unidos assumem-se como o país mais interessado para os mais novos.

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